É falso que enfermeira americana tenha morrido após tomar vacina da Pfizer/BioNTech
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É falso que enfermeira americana tenha morrido após tomar vacina da Pfizer/BioNTech

Hospital tranquilizou internautas em seu perfil no Twitter e confirmou que a causa do desmaio não tem relação com a dose do imunizante

Gabi Coelho, especial para o Estadão

22 de dezembro de 2020 | 17h14

É falso que uma enfermeira americana tenha morrido após tomar a vacina contra a covid-19 produzida da Pfizer/BioNTech. A profissional da saúde Tiffany Dover explicou que desmaiou após tomar o imunizante, pois costuma ter tonteira e desmaiar ao sentir qualquer tipo de dor. Ela contou que a dor do braço foi “mínima” e que se sente bem depois da aplicação da injeção.

Dover é enfermeira no CHI Hospital, em Chattanooga, no estado americano do Tennessee. A unidade médica comunicou no dia 19 de dezembro que a enfermeira passava bem: “Dover agradece a preocupação demonstrada por ela. Ela está em casa e bem. Ela pede privacidade para ela e para sua família.”

O desmaio ocorreu no dia 17 de dezembro, após o hospital aplicar as primeiras doses da vacina da Pfizer/BioNTech a seis pessoas, três médicos e três enfermeiras. Tiffany desmaiou durante uma entrevista concedida momentos depois de receber uma dose do imunizante. De acordo com a instituição, a causa do desmaio da enfermeira é referente a uma condição que causa reações exageradas à dor. Portanto, não há relação com efeitos colaterais da vacina.

Avanços no Brasil

No início de dezembro o Estadão divulgou que o Ministério da Saúde avançou em negociações de 70 milhões de doses do imunizante da americana Pfizer e da alemã BioNTech. Até o momento, a farmacêutica relatou 95% de eficácia do produto em testes.

O governador João Doria confirmou na última segunda-feira, 21, que o Estado de São Paulo vai receber 5,5 milhões de doses da vacina Coronavac, no dia 24, quinta-feira, véspera de Natal. No entanto, mesmo com a vacina pronta para distribuição, é preciso que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize o uso no imunizante no país.

O boato também foi checado pelas agências Fato ou Fake, Lupa, Aos Fatos e AFP.

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