É falso que Carol Solberg tenha perdido patrocínio após gritar ‘Fora Bolsonaro’
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É falso que Carol Solberg tenha perdido patrocínio após gritar ‘Fora Bolsonaro’

Empresa de jogos online Betmotion explicou que encerrou parceria com atleta do vôlei de praia no ano passado

Alessandra Monnerat

23 de setembro de 2020 | 19h07

É falso que a jogadora de vôlei de praia Carol Solberg tenha perdido o patrocínio de uma empresa de jogos online após gritar “Fora Bolsonaro” em uma entrevista ao vivo. Postagens no Facebook afirmam que a marca Betmotion cancelou o apoio à atleta após ela ter se manifestado contra o presidente ao final da cerimônia de premiação da primeira etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia, em Saquarema (RJ). Na realidade, o patrocínio já havia sido encerrado em novembro do ano passado.

A Betmotion informou ao Estadão Verifica que deixou de patrocinar Carol Solberg quando ela encerrou a dupla com Maria Elisa Solberg, em 2019. Atualmente, Carol faz parceria com Talita. A assessoria de imprensa da marca reforçou que o fim do patrocínio não teve qualquer relação com a manifestação recente da atleta.

Carol Solberg (com a faixa preta no braço) se manifestou contra o presidente Jair Bolsonaro Foto: Twitter / CBV

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) publicou uma nota criticando a atitude da atleta. Depois da repercussão do “Fora Bolsonaro”, Carol contou que recebeu ameaças nas redes sociais. Perfis bolsonaristas iniciaram uma campanha para que o Banco do Brasil deixasse de patrocinar a atleta, mas ela não tem apoio financeiro da instituição. Ela usava um uniforme com logomarca do BB porque a CBV, organizadora do circuito, recebe aporte do banco público. 

Depois da polêmica nas redes sociais durante o fim de semana, Carol publicou um texto em seu perfil no Instagram em que defendeu sua posição. “Vivemos em uma democracia e temos o direito de nos manifestar e de gritar nossa indignação com esse governo”, escreveu ela.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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