É falso que Boulos tenha sido internado no hospital Albert Einstein
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É falso que Boulos tenha sido internado no hospital Albert Einstein

Ex-candidato à Prefeitura de São Paulo ficou em isolamento em casa após diagnóstico de covid-19

Pedro Prata

04 de dezembro de 2020 | 14h45

É falso que o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) tenha se internado no hospital particular Albert Einstein. Ele foi diagnosticado com covid-19 dois dias antes do segundo turno das eleições 2020, e ficou em isolamento social em casa. Postagens com essa alegação falsa foram compartilhadas ao menos 4,6 mil vezes no Facebook.

Por meio de nota enviada em 4 de dezembro, a assessoria do candidato informou que “Boulos está em casa, no Campo Limpo, e não apresenta sintomas da doença”. O hospital também negou ao Estadão Verifica que ele esteja internado lá.

Assessorias do político e do hospital negaram a informação. Foto: Reprodução

Boulos divulgou o resultado positivo para a infecção pelo novo coronavírus por meio de uma live no Instagram, na sexta-feira, 27, direto de sua casa. No dia seguinte, gravou novos vídeos, também em casa.

A alegação falsa foi publicada em 29 de setembro, dia da votação do segundo turno. Diferentemente do a postagem que sugere, Boulos passou o dia em casa e não foi votar. Ele postou vídeos da sacada de seu imóvel para agradecer os votos recebidos.

Como o Estadão mostrou, ele postou um pronunciamento, feito de sua casa, no qual dá a entender que voltará a disputar eleições. “Hoje não é o fim de uma caminhada, é o começo”, disse Boulos. “Apesar de a gente não ter ganho esta eleição, saímos vitoriosos. É o início de um ciclo que se anuncia”.

Ainda no período do pleito eleitoral, o Estadão Verifica desmentiu um boato que afirmava ser do pai de Boulos uma mansão na Vila Mariana, zona sul da Capital. Também não era verdade que o candidato teria dito em deixar o País após a derrota para Bruno Covas (PSDB).

Este conteúdo também foi checado pelo Boatos.org.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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