É falso que Benedita da Silva tenha sido ministra da Educação e que seja ‘analfabeta’
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É falso que Benedita da Silva tenha sido ministra da Educação e que seja ‘analfabeta’

Publicação no Facebook faz alegação falsa sobre parlamentar petista, que anunciou candidatura à Prefeitura do Rio

Tiago Aguiar

27 de julho de 2020 | 12h13

Um boato publicado no Facebook com 8 mil compartilhamentos alega que a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) teria sido ministra da Educação. A postagem também inventa que Benedita seria “analfabeta”. Ambas afirmações são falsas.

Os outros cargos públicos que a deputada ocupou foram de vereadora, vice-governadora, governadora, e secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, todos no Rio de Janeiro. Ela também se elegeu senadora pelo Rio e foi ministra na Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social. Além disso, Benedita tem duplo diploma pela Faculdade de Serviço Social do Rio de Janeiro, em Serviço Social e Estudos Sociais, e é autora de oito livros.

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) discursa na Câmara dos Deputados, em Brasília. Foto: Dida Sampaio / Estadão (17/08/17)

Benedita é pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura do Rio de Janeiro, decisão oficializada pela legenda no último dia 3. A maior parte das postagens com o boato falso foi publicada na mesma época do anúncio — pela ferramenta CrowdTangle, o Estadão Verifica encontrou 104 publicações no Facebook com a mentira. As primeiras publicações são do dia 1º de julho, com pico de postagens entre o dia 8 e o último dia 15.

No ano passado, um texto apócrifo, checado pelo Estadão Verifica, dizia que a parlamentar foi embaixadora em Nova York, o que também é falso.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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