Deputado petista hostilizado em voo não foi preso com dinheiro na cueca
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Deputado petista hostilizado em voo não foi preso com dinheiro na cueca

Na verdade, quem foi flagrado com dinheiro na cueca foi o assessor do parlamentar José Guimarães, do PT

Marina Cardoso, especial para o Estado

02 de outubro de 2019 | 16h52

É falsa a alegação que circula nas redes sociais de que o deputado federal José Guimarães (PT-CE) tenha sido preso com dinheiro na cueca. O ato foi praticado por um de seus assessores na época, que também era secretário de Organização do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará.

Em julho de 2005, José Adalberto Vieira foi preso no Aeroporto de Congonhas em São Paulo com US$ 100 mil escondidos na cueca, e mais R$ 209 mil numa maleta de mão, quando embarcava para Fortaleza. O fato ocorreu em meio aos desdobramentos do escândalo do mensalão e precipitou o afastamento do então deputado José Genoíno, irmão de Guimarães, da presidência do PT.

Capa do Estadão do dia 9 de julho de 2005. Foto: Acervo/Estadão

Em 2012 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) inocentou José Guimarães da acusação de envolvimento no episódio. Já o assessor foi solto cinco dias depois de ser preso, mas foi condenado a pagar uma multa em sentença do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) em 2014.

A publicação, compartilhada desde a segunda-feira, 1 de outubro, pela página “Brasileiro Patriota” no Facebook, ganhou notoriedade após o compartilhamento de um vídeo em que Guimarães é hostilizado por um passageiro durante um voo de Fortaleza para Brasília, na última sexta-feira, 30.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE). Foto: André Dusek/Estadão

No vídeo, um homem afirma que o deputado teria aparecido na televisão com dinheiro na cueca e questiona se o deputado não teria “vergonha de roubar o Brasil”.

Este boato foi selecionado para verificação por meio de parceria entre o Estadão Verifica e o Facebook. Para sugerir checagens, envie uma mensagem por WhatsApp ao número (11) 99263-7900. Aos Fatos também desmentiu este conteúdo.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: