Cuidados com o cão: ignore o boato de que antibiótico cura virose canina

Cuidados com o cão: ignore o boato de que antibiótico cura virose canina

Imagem de medicamento é erroneamente compartilhada como sugestão para tratamento eficaz contra a parvovirose

Pedro Prata

03 de março de 2020 | 18h32

Uma publicação no Facebook divulga boato com a sugestão de uso de um antibiótico para curar a parvovirose canina. A postagem mostra uma foto do Centril, usado para tratar de infecções causadas por bactérias. A parvovirose canina, porém, é causada por um vírus, microorganismo que não é afetado por antibióticos.

“Antibióticos podem ajudar a combater uma doença secundária oportunista”, explica Vânia Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, destacando que eles não podem ser administrados como tratamento para uma virose. “No caso das doenças virais, se faz tratamento de suporte para diminuir o risco de complicações: soro para hidratar e polivitamínicos para estimular a resposta imunitária.”

A parvovirose provoca muitos sintomas, mas é muito caracterizada por vômito intenso e diarréia com sangue nos cães. “Hoje a doença ocorre principalmente pela negligência ou omissão dos tutores em não dar vacina”, alerta Nunes.

Reprodução da postagem que circula nas redes sociais

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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