Cronograma de vacinação falso circula no WhatsApp; veja as datas corretas

Cronograma de vacinação falso circula no WhatsApp; veja as datas corretas

Em São Paulo, as únicas datas confirmadas até o momento são para quem tem a partir de 65 anos

Alessandra Monnerat

23 de março de 2021 | 16h19

Atualizada às 13h22 de 7 de abril de 2021.

Um cronograma de vacinação contra a covid-19 falso tem sido compartilhado em grupos de WhatsApp. A mensagem informa que pessoas de 69 a 71 anos poderão se vacinar em São Paulo a partir de 27 de março, e que jovens de 18 a 20 anos devem ser imunizados em 8 de agosto.

São Paulo tem vacinação no esquema de drive-thru Foto: Taba Benedicto/Estadão

Nas redes sociais, o governo paulista confirmou que a mensagem é falsa. As únicas datas confirmadas são para quem tem a partir de 65 anos. Veja o cronograma abaixo:

  • Acima de 90 anos: desde 8 de fevereiro.
  • 85 a 89 anos: desde 12 de fevereiro.
  • 80 a 84 anos: desde 27 de fevereiro.
  • 77 a 79 anos: desde 3 de março.
  • 75 e 76 anos: desde 15 de março.
  • 72 a 74 anos: desde 19 de março.
  • 69 a 71 anos: desde 26 de março.
  • 68 anos: desde 5 de abril;
  • 67 anos: a partir de 14 de abril;
  • 66 e 65 anos: a partir de 21 de abril.

Além disso, o governo paulista anunciou o início da vacinação para profissionais da segurança pública, em 5 de abril, e dos profissionais de educação das rede pública e privada a partir de 47 anos, em 12 de abril.

Cada Estado define cronograma e locais de vacinação. Em São Paulo, o site VacinaJá informa postos de imunização e permite fazer um pré-cadastro. Mesmo quem não preencher esse pré-cadastro pode se vacinar. Leia mais no guia do Estadão sobre vacinas da covid-19.

Uma versão dessa corrente afirma que a previsão das datas de vacinação foi feita pelo Ministério da Saúde. Em nota, o ministério informou que não estabelece cronograma prévio com datas em que cada Estado ou município deve iniciar sua campanha de vacinação. “Esclarecemos que, após a distribuição de doses feita pelo governo federal, Estados e municípios têm autonomia para seguir com a vacinação de acordo com a realidade local, e conforme o andamento da campanha, podendo prosseguir ampliando a imunização dos grupos prioritários, sequencialmente, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19”, diz a nota.

O Ministério da Saúde ainda falou que “não divulga, não faz agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina e nem envia códigos para celular dos usuários do SUS. Todas as informações oficiais do Ministério da Saúde estão disponibilizadas no portal e redes sociais da pasta”.

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