As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Comprova retorna para combater desinformação sobre políticas públicas

Coalizão de veículos de mídia que desbancou alegações falsas durante eleições terá segunda fase com papel mais educativo

Alessandra Monnerat

19 de junho de 2019 | 10h00

O Comprova está de volta: a coalizão de veículos de mídia que desbancou histórias falsas e enganosas durante as eleições presidenciais de 2018 voltará a se reunir este ano para combater a desinformação na internet. Dessa vez, o projeto terá um papel mais educativo, com o olhar voltado para políticas públicas. O lançamento da segunda fase será feito durante o congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que ocorre entre 27 e 29 de junho.

Estão previstas também outras ações educativas, como a difusão de cursos online criados pela organização não-governamental First Draft. O presidente de Abraji e editor do Estadão Verifica, Daniel Bramatti, explica a importância da volta do Comprova. “Neste ano não teremos eleições, mas verificamos que grupos politicamente motivados seguem impulsionando a circulação de falsidades”, disse. “Além de desmentir boatos, o projeto buscará explicar políticas públicas e projetos para alterá-las, prestando um serviço à população.”

Durante o período eleitoral de 2018, os jornalistas do Comprova, incluindo uma equipe do Estado, investigaram 146 boatos sobre os candidatos à Presidência. Deste total, 92% se provou falso, enganoso ou descontextualizado. A coalizão também promoveu uma iniciativa inédita de parceria entre as agências de checagem durante o fim de semana do segundo turno das eleições, quando sete iniciativas de fact checking se reuniram para dar mais agilidade e precisão ao processo de verificação. Os jornalistas identificaram 50 conteúdos falsos em apenas 48 horas.

A Abraji é responsável pela gerência executiva e o First Draft dará apoio técnico à coalizão. A segunda fase do Comprova tem patrocínio do Google News Initiative, do Facebook Journalism Project e do WhatsApp. Outros patrocinadores podem se somar à iniciativa até o início do segundo semestre.

Tendências: