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Caso de morte de recém-nascida é resgatado e distorcido

Informação errada sobre episódio de 2018 circula em redes sociais

Tiago Aguiar

03 de fevereiro de 2020 | 17h36

Uma ocorrência policial de 2018 está sendo distorcida pelo site “Canal Quente”, e a publicação deturpada circula no Facebook. O caso trata de uma mulher que responde por homicídio doloso, em Ipatinga (MG), após um inquérito da Polícia Militar concluir que sua filha, na época com 30 dias, morreu por maus tratos e negligência.

Karen Ludmila Silva Rodrigues, então com 19 anos, foi presa em flagrante em 25 de agosto de 2018. Reportagem do jornal O Estado de Minas indica que, no boletim de ocorrência, a jovem alegou que dormiu por 16 horas após uso de clonazepam, e por isso não alimentou a recém-nascida, que morreu por hipoglicemia.

O “Canal Quente”, porém, atribui a Karen a declaração “eu quero é festa e bebê pode esperar”. Isso não aparece em nenhum momento na própria reportagem relacionada no site, que expõe imagem da acusada.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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