Boato falso sobre Miriam Leitão continua a circular no Facebook
Imagem acusa jornalista de ter assaltado banco quando tinha apenas 15 anos, o que não é verdade
Alessandra Monnerat e Caio Sartori
A jornalista Miriam Leitão em foto de 2013. Foto: Denise Andrade/Estadão
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Miriam foi presa pelo regime militar em 1972, quando tinha 19 anos, por razões políticas. A jovem morava em Vitória, no Espírito Santo, e era militante do Partido Comunista do Brasil, o PCdoB. Em um depoimento de 2014, ela relatou que foi presa quando estava a caminho da praia. A jornalista contou que estava grávida e foi espancada, ameaçada de estupro e deixada sozinha, nua, em uma sala com uma jiboia.
A foto utilizada no boato foi publicada no livro Em Nome dos Pais, de autoria de um dos filhos de Miriam, Matheus Leitão. Com base em documentos até então inéditos, entrevistas e relatos pessoais, o texto descreve o início da militância política de Miriam, os trabalhos que ela exercia para o PCdoB, o modo como foi presa e o que vivenciou na prisão.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) já soltou nota de repúdio aos boatos contra Miriam.
Esta desinformação também foi enviado por leitores ao WhatsApp do Estadão Verifica: (11) 99263-7900. Os sites Fato ou Fake e Agência Lupa também publicaram checagens semelhantes. Este conteúdo foi selecionado para verificação por meio da parceria entre Estadão Verifica e Facebook (saiba mais aqui).
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