Boato falseia autoria de vídeo sobre Rodrigo Maia e inventa ameaça do Congresso a emissora de TV
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Boato falseia autoria de vídeo sobre Rodrigo Maia e inventa ameaça do Congresso a emissora de TV

Vídeo com críticas ao presidente da Câmara é retirado de contexto para propagar a ideia de que parlamentar promoveu ato de censura, o que não aconteceu

Tiago Aguiar

27 de fevereiro de 2020 | 16h53

Um vídeo falsamente atribuído à Rede Tarobá, emissora paranaense afiliada à Rede Bandeirantes, está circulando com uma legenda também falsa, que alega que o conteúdo foi retirado do ar após uma ameaça do Congresso Nacional. O boato alega que, após a primeira exibição, a emissora teria removido o trecho de seu canal no YouTube e deixado de exibi-lo em outros telejornais. O motivo da suposta ameaça do Congresso seria o tom crítico do vídeo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na verdade, o vídeo é parte de um quadro do canal do YouTube  Folha do Brasil. De segunda a sexta, o canal exibe a leitura de notícias com cenário parecido com telejornais, narrado pelo comunicador Cleiton Basso. O vídeo segue no ar no canal.

O trecho viralizado exibe a narração de uma coluna do jornalista J.R. Guzzo, do Estado, criticando o uso de aviões da Força Aérea Brasileira por Maia. Em 2019, ele solicitou aeronaves da FAB 229 vezes, segundo o colunista.

Reprodução da postagem do vídeo que circula nas redes sociais

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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