Boato enganoso questiona comprovação de insanidade mental de Adélio Bispo
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Boato enganoso questiona comprovação de insanidade mental de Adélio Bispo

Imagem no Facebook alega que Adélio não poderia ter feito curso de tiro sem comprovação de aptidão psicológica, o que não é verdade

Alessandra Monnerat

11 de junho de 2019 | 15h35

Adélio Bispo é escoltado por agentes da Polícia Federal no aeroporto Francisco Álvares de Assis, em Juiz de Fora (MG). Foto: Ricardo Moraes/REUTERS (08/09/2018)

Não é preciso apresentar atestado de aptidão psicológica para treinar no Clube e Escola de Tiro .38 — local onde Adélio Bispo de Oliveira, o homem que desferiu uma facada contra Jair Bolsonaro, se inscreveu em curso de tiro em julho de 2018. Uma publicação no Facebook questiona a comprovação de insanidade mental apresentada pela defesa do agressor de Bolsonaro pelo fato de Adélio ter conseguido fazer um curso de tiro.

Para treinar ou se inscrever em cursos do clube de tiro em São José, Santa Catarina, é preciso apresentar documento com foto, fazer cadastro e assinar um termo de responsabilidade, esclareceu uma funcionária por telefone. O site do estabelecimento informa ainda que “todo cidadão idôneo, não processado criminalmente, maior de 18 anos pode praticar em nossa sede”. O clube de tiro comunicou que não comenta sobre o caso Adélio.

Segundo o jornal Correio do Estado, Adélio “fez aulas teóricas sobre legislação e manuseio de armas, além de exercícios práticos, atirando 70 tiros ao todo, 30 de revólver e 40 de pistola”, em julho do ano passado. Procurada, a Polícia Federal informou que não comenta investigações em andamento.

O clube de tiro também é frequentado por dois filhos do presidente, Carlos e Eduardo Bolsonaro, que costumam postar fotos de suas sessões de treinamento nas redes sociais.

O atestado de aptidão psicológica é necessário atualmente para porte e aquisição de arma de fogo. A comprovação deve ser feita por um profissional credenciado pela Polícia Federal.

Este conteúdo foi selecionado para verificação por meio da ferramenta de fact checking do Facebook (leia mais aqui). Para sugerir checagens, envie uma mensagem por WhatsApp ao número (11) 99263-7900. 

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