Após 11 de setembro, boato falso sobre Haddad e torres gêmeas volta a circular
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Após 11 de setembro, boato falso sobre Haddad e torres gêmeas volta a circular

Não é verdade que petista tenha cancelado aula na USP para "comemorar" queda das torres gêmeas

Alessandra Monnerat

12 de setembro de 2019 | 10h57

Após o 11 de setembro, publicações no Facebook trouxeram à tona um boato falso que circulou durante o período eleitoral de 2018. A alegação é que o ex-candidato à Presidência do PT Fernando Haddad teria cancelado uma aula na Universidade de São Paulo (USP) para “comemorar” a queda das torres gêmeas. Isso não seria possível pois, como mostrou apuração do projeto Comprova do ano passado, o petista estava licenciado das atividades de professor no período.

O afastamento está registrado no Diário Oficial de São Paulo de 19 de janeiro de 2001. Segundo informações do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Haddad se licenciou entre os dias 2 de janeiro de 2001 e 1º de janeiro de 2003. No período, ele era chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo.

Fernando Haddad. FOTO: Amanda Perobelli/REUTERS

Haddad só voltaria a dar aulas para a graduação da USP em 2017, de acordo com a assessoria da instituição. Anteriormente, o petista só havia ministrado disciplinas em duas ocasiões: no segundo semestre de 2002, quando ensinou “Problemas e Tendências da Teoria Política Contemporânea”; e no primeiro semestre de 2015, com o curso “Economia e Política da Cidade”. Ambas as matérias citadas eram voltadas para a pós-graduação. 

Além disso, o boato alega que o Haddad teria cancelado uma aula de “Política IV – Instituições Políticas Brasileiras I”. A assessoria da FFLCH, no entanto, informou que Haddad nunca ministrou esse curso “porque não faz parte da área de pesquisa dele”. Em geral, o ex-candidato à Presidência dá aulas de “Política II – Pensamento Político Moderno” e “Política III – Teoria Política Moderna”.

A publicação falsa foi inicialmente difundida pelo site Agência Caneta, que posteriormente corrigiu a informação. Os posts recentes repercutem artigo do site Conservadorismo do Brasil, que não retificou a alegação falsa.

O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia, formada com o objetivo de combater a desinformação sobre políticas públicas federais. No ano passado, a iniciativa verificou alegações enganosas durante o período eleitoral

Este conteúdo foi selecionado por meio da parceria entre Estadão Verifica e Facebook. Para sugerir verificações, envie uma mensagem para o número (11) 99263-7900.

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