TSE: sem adiamento e centrado na validade ou não das delações

Eliane Cantanhêde

07 de junho de 2017 | 12h57

Dois fatos já estão claros no julgamento do TSE: um pedido de vista está praticamente descartado e a grande decisão será sobre acatar ou não no processo as delações de Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Monica Moura. Se a maioria acatar, a tendência será pela condenação no final. Se não, pela absolvição.

Este é o principal e decisivo debate neste segundo dia de julgamento, em que o presidente Gilmar Mendes e o relator Herman Benjamin protagonizaram momentos ora de tensão, ora de ironia, com ares de provocação mútua. Ninguém questiona a capacidade técnica e a determinação de Gilmar, mas Herman Benjamin preparou um parecer detalhado, claro, de difícil questionamento.

Odebrecht ou não Odebrecht no TSE? Santana e Moura ou não no TSE? É isso que vai determinar o desfecho do julgamento, o que equivale a dizer: o destino do governo Michel Temer. Por enquanto, estão nas preliminares, mas elas é que vão definir a votação do mérito.