Sergio Moraes e Pastor Josué cotados para o Trabalho

Eliane Cantanhêde

02 Janeiro 2018 | 19h07

Com a exclusão do deputado Pedro Fernandes (MA) para o Ministério do Trabalho, sobraram dois nomes na bancada do PTB da Câmara com disponibilidade para assumir a função: os deputados Sérgio Moraes (RS) e Pastor Josué Bengtson (PA). Como Fernandes, ambos decidiram não concorrer à reeleição, para abrir suas vagas para os filhos, e assim não precisariam se desincompatibilizar do ministério até 6 de abril para virarem candidatos.

Há dúvidas, porém, se o presidente Michel Temer irá manter o Trabalho com o PTB, depois que o ministro Ronaldo Nogueira pediu demissão  e Fernandes se recusou a conversar com o ex-presidente José Sarney para assumir o cargo. O presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os líderes na Câmara, Jovair Arantes, e no Senado, Armando Monteiro Neto, pretendem garantir a pasta para o partido, mas tudo agora depende de Temer.

O presidente ligou na manhã desta terça-feira, 2/1/18, para Roberto Jefferson alegando dificuldades para a posse de Pedro Fernandes, que já estava marcada para a próxima quinta-feira. As duas principais eram a resistência de Sarney e a do próprio Temer, por causa do filho do ex-quase-futuro ministro: Pedro Lucas Fernandes é vereador em São Luis e secretário do governo Flávio Dino, do PCdoB.

Dino não é apenas adversário direto dos Sarney no Maranhão como liderou uma tentativa grosseira para evitar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff depois de aprovado pelo plenário da Câmara. Ele, aliás, mantém até hoje o retrato oficial de Dilma na parede do seu gabinete, num gesto hostil a Temer. Logo, a nomeação de Fernandes desagradaria o próprio presidente da República e o seu aliado e correligionário Sarney.