Pacto pela segurança

Eliane Cantanhêde

24 Outubro 2016 | 21h26

O presidente Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, trocaram telefonema no domingo para acertar um mega evento, na próxima sexta-feira, no Itamaraty, para firmar uma espécie de pacto nacional pela segurança pública _ uma das áreas mais vulneráveis do País, e não apenas em época de crise.

Estarão representados os três poderes. Foram convidados os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Renan Calheiros, mais os ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Alexandre de Moraes, os três comandantes militares, o diretor-geral da Polícia Federal, o presidente da OAB e a cúpula do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nesta segunda-feira, 25/10, Carmén Lúcia também recebeu o delegado José Mariano Beltrame, que foi o mais longevo secretário de Segurança do Rio de Janeiro e é considerado um dos maiores especialistas no tema em todo o país.

Esse espectro de convidados mostra bem o intuito do encontro, que pretende debater temas como o crime organizado, tráfico de drogas e armas, a questão de fronteiras, o poder do PCC sobre o sistema prisional brasileiro e o uso do Exército, Marinha e Aeronáutica na garantia da lei e da ordem.

Numa avaliação generalizada, dentro e fora do governo, a escalada da violência é um dos principais problemas do país, comparável à corrupção endêmica, ou epidêmica, e à crise econômica. Aliás, todas essas questões andam juntas, são inseparáveis.