O “operacional” Valeixo convidado para a PF

Eliane Cantanhêde

19 Novembro 2018 | 22h35

Se não houver mudanças de última hora, o futuro diretor-geral da Polícia Federal será o delegado Maurício Valeixo, dono de um dos currículos mais densos e brilhantes do órgão.

Ex-diretor de Inteligência da PF, ele foi também diretor de uma outra área chave para a gestão do futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro: a de Combate ao Crime Organizado.

Atual superintendente da PF no Paraná, ele tem sólida ligação com Moro, que em seus mais de vinte anos de juiz criminal conhece de perto não apenas o funcionamento da Federal, mas também seus principais quadros.

Valeixo, que é um delegado descrito como “profundamente operacional”, vai substituir o também delegado Rogério Galloro, mais respeitado como intelectual do que operacional.

A intenção do presidente eleito Jair Bolsonaro e de seu ministro Moro é dar “um choque” na PF para alinhá-la aos planos audaciosos do futuro governo o no combate à corrupção e ao crime organizado. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, já foi da PF.

Moro só não anunciou oficialmente o nome de Valeixo porque ainda monta o quebra-cabeça do ministério e o delegado, apesar de praticamente definido para a PF, é uma peça que se encaixa em mais de uma posição. O anúncio será ainda nesta semana.