O 4×3 prevalece

Eliane Cantanhêde

08 de junho de 2017 | 13h01

A indicação de quatro a três a favor de retirar as delações da Odebrecht e dos marqueteiros projeta um resultado final exatamente de quatro a três contra a cassação da chapa Dilma-Temer, ou seja,  contra a queda de Michel Temer da Presidência. Incluir ou não as delações é a questão central. Com elas, há provas. Sem elas, a ação se enfraquece muito.

Esse já era o placar previsto de véspera no Palácio do Planalto, mas temendo o reflexo das argumentações do relator Herman Benjamin sobre o ânimo, a predisposição e o voto final dos colegas. Afinal, ele amarrou muito bem sua argumentação e estreitou a margem de contestação dos que são contra a cassação.

No atual ritmo, o julgamento pode terminar já nesta sexta-feira, sem necessidade de invadir o sábado e muito menos sem o risco de pedido de vista, com placar favorável à Temer. Isso, porem, não significa que Temer poderá respirar aliviado. Na verdade, terá ganho uma batalha, mas ainda enfrentará muitas outras batalhas nessa guerra para manter o mandato até 2019.

Tendências: