Dilma no precipício

Eliane Cantanhêde

12 de maio de 2017 | 19h01

A situação do ex-presidente Lula complicou muitíssimo nesta semana, mas ele já estava bastante complicado. Assim, o grande marco desta semana com ares de fim do mundo é que, depois das delações de João Santana e Monica Moura, a ex-presidente Dilma Rousseff, que vinha passando praticamente ao largo pela Lava Jato, agora está à beira do precipício.

Os videos são aterrorizantes e revelam uma Dilma Rousseff muito diferente daquela que ficou no imaginário popular, mesmo após o impeachment. Dilma foi afastada por crime de responsabilidade, condenada pelas pedaladas, e por inaptidão para o cargo, depois da evidente da má gestão da política, da economia e da administração. Mas ela não caiu por estar metida nas maracutaias atribuídas a Lula e ao PT. Agora passou a estar.

Nas revelações do casal de marqueteiros, Dilma abriu um e-mail falso para manter contatos escusos com eles, recomendou que transferissem contas criminosas da Suíça para Cingapura e, por fim, usou informações sigilosas de governo para orientá-los a fugir da cadeia. A isso se chama, no mínimo, obstrução de justiça. Só para lembrar, o ex-líder do governo dela, o então senador Delcídio do Amaral, foi preso exatamente por obstrução de justiça.

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