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Programas ao governo de SP têm só lista de desejos para a educação

Renata Cafardo

16 Agosto 2018 | 12h42

Análise publicada hoje pelo Estadão sobre os programas dos principais candidatos ao governo de São Paulo.

Renata Cafardo

Os programas de educação dos principais candidatos ao governo do Estado são como listas de desejos. E desejos unânimes, em São Paulo ou em qualquer parte do planeta. Afinal, quem se oporia a uma “educação de qualidade”, à “valorização da carreira do professor” ou ainda a “manter bem as escolas, com infraestrutura física e tecnológica adequadas”? Essas são apenas algumas das (ditas) propostas para área.

Falta o “como”. Como garantir que 40% as crianças paulistas não cheguem aos 8 anos sem saber ler? Como atrair os melhores alunos para a profissão de professor quando o salário é de R$ 2.500 e ainda é preciso lidar com adolescentes desinteressados por uma escola, de fato, desinteressante? Como arrumar dinheiro, em plena crise econômica, para equipar salas de aula?

Muitas das prioridades para a educação, depois de anos de pesquisa, já estão estabelecidas. A função de quem pretende transformar a realidade de meninos e meninas não é apenas repeti-las. É encontrar – ou ao menos supor – o caminho para a mudança.

A impressão que dá é que nenhum dos programas foi escrito com a ajuda de especialistas da área. Não se discutiu propostas, não se analisou experiências bem sucedidas. A educação, como sempre, não parece ser prioridade.

Veja a reportagem completa sobre o tema