Valeu a escrita

Dora Kramer

13 de julho de 2016 | 22h14

O resultado do primeiro turno, com a escolha de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Rogério Rosso (PSD-DF) para disputar a final da eleição para a presidência da Câmara, daqui a uma hora, confirmou as previsões do dia e desmentiu a ideia de que a entrada de Marcelo Castro (PMDB-PI) quase na última hora teria o poder de produzir grandes surpresas. E mais: de criar embaraço grave ao governo.

No fim, houve um grande barulho para quase nada. Castro ficou em terceiro lugar com 50 votos a menos que Rodrigo Maia, o primeiro colocado. Digamos que não fez cócegas na estratégia do Palácio do Planalto de influir na eleição sem querer, querendo. Os outros candidatos tiveram votações pífias, mas alguns deles _ todos localizados na base aliada do governo _ poderão no segundo escrutínio (e principalmente nesse intervalo agora) a oportunidade de negociar os respectivos cacifes.

Ganhe Rodrigo ou Rosso, para o Planalto tanto faz. Já para a Câmara, haverá diferença. Embora tenha mais tempo de Casa que o adversário, deputado federal de primeiro mandato, Rodrigo Maia não se notabiliza exatamente pela habilidade no trato ao semelhante e, por isso mesmo, não priva de muita simpatia entre os pares. Pela trajetória do deputado é possível projetar um período marcado por turbulências internas. Já Rogério Rosso é comedido, paciente e tenderia a cumprir um papel mais discreto. Por isso, é o preferido do Planalto.

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