Melhor assim

Dora Kramer

06 de junho de 2016 | 22h28

Em boa hora a comissão do impeachment no Senado desistiu de encurtar prazos e voltou ao calendário original. Evitou, assim, questionamentos e, com eles, mais atrasos. Demonstrou que, quando quer e se empenha, o Parlamento pode resolver as questões sem depender do Judiciário que, aliás, ao que tudo indicava, iria tomar a mesma decisão.

Quanto mais houver tentativas de alterar o rito assentado pelo Supremo Tribunal Federal, maior o espaço para ações com vista a postergações. À defesa de Dilma Rousseff obviamente interessa o ambiente litigante. Ao perceber isso, a maioria governista na comissão prestou um serviço a si, ao País e à continuidade normal do processo.

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