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Dora Kramer

08 de junho de 2016 | 19h31

A primeira sessão dos interrogatórios na comissão especial do impeachment no Senado, exibe o grupo defensor de Dilma Rousseff em pleno exercício da falta de argumentos e a insistência em teses completamente desconectadas com a realidade. Dos fatos em geral e do encaminhamento dos interrogatórios em particular.

A cada explicação do procurador do TCU junto ao Ministério Público sobre os fundamentos do crime de responsabilidade fiscal do qual Dilma é acusada, seus aliados pontuam que “fica cada vez mais claro”, que a presidente afastada é inocente. Muito embora as razões expostas pelo procurador deixem cada vez mais claro, evidente, nítido e incontestável a infração à LRF. Situação que já havia sido exposta quando dos depoimentos feitos na Câmara.

Nada  do que está sendo dito hoje deixou de ser dito naquela ocasião. De destaque mesmo, há a extrema paciência de presidente, relator e depoente diante da tática de provocar enervamento, a fim de não dar espaço para vitimizações e alegações sobre cerceamento de defesa. O curioso será observar como a Mesa Diretora dos trabalhos vai compatibilizar essa tolerância com a necessidade de evitar a procrastinação proposital do processo com vista a que o prazo de 180 dias acabe sem que o julgamento tenha sido concluído.

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