Dia de muito, véspera de nada

Dora Kramer

13 de setembro de 2016 | 00h02

A Câmara não se limitou a cassar o deputado Eduardo Cunha: aplicou-lhe uma surra homérica, de 450 votos contra 10. Muitos foram os deputados que durante a sessão trocaram cumprimentos com o ex-presidente da Casa, mas apenas dois subiram à tribuna para fazer sua defesa. Resultado impressionante para quem em determinado teve tudo em termos de poder e hoje (12/09) terminou sem nada, desprovido dos direitos políticos e do foro privilegiado de Justiça.

Mais que a reafirmação do mito do poder absoluto nas democracias, a votação com comparecimento em massa numa segunda-feira em pleno período do chamado recesso branco das campanhas eleitorais foi a demonstração de que contra fatos e vontade popular não há argumentos.

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