Cegueira deliberada

Dora Kramer

11 de junho de 2016 | 06h10

Na coluna de amanhã, domingo (12/06) traço um paralelo entre Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, e Dilma Rousseff, presidente da República afastada. Cláudia tornou-se ré em ação penal por evasão de divisas e lavagem de dinheiro com base na teoria da “cegueira deliberada”, quando o agente da infração ignora propositalmente a origem dos bens de que desfruta.

A doutrina cabe como luva à conduta de Dilma na relação com a corrupção nos governos dos quais participou, como ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil, e nos dois e meio que comandou como presidente. Se (ainda) não a colocam na condição de agente ativa dos ilícitos, os fatos já demonstram a adoção da postura de avestruz, a que enterra a cabeça na terra para não ver o que se passa ao redor.

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