Aparência, nada mais

Dora Kramer

25 de junho de 2016 | 01h00

A chamada lei das estatais, aprovada nesta semana pela Câmara, é boa de aparência e fraca de consistência. Proíbe que políticos ocupem cargos de comando em empresas públicas e exige experiência do indicado no posto. Vale dizer, restringe as nomeações aos “técnicos” de cada área. Medida aparentemente moralizadora.

Na prática, porém, nem tanto. As atividades de funcionários de carreira da Petrobrás na operação do esquema de corrupção para favorecer empreiteiras, partidos e políticos, demonstram que a condição de técnico não é garantia de boa conduta. As más intenções sempre podem ser executadas por intermediários dispostos a executá-las mediante recompensa. De onde a nova lei é forte candidata ao troféu falso brilhante de 2016.

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