Wellington Dias pede que sindicatos cobrem cumprimento do cronograma de vacinação

Wellington Dias pede que sindicatos cobrem cumprimento do cronograma de vacinação

Mariana Haubert

22 de março de 2021 | 16h20

Foto: Ed Ferreira/Estadão

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), fez um apelo aos representantes das principais centrais sindicais do País nesta segunda-feira, 22, para que cobrem do governo federal o cumprimento do cronograma de vacinação já apresentado pelo Ministério da Saúde. Ele é coordenador do tema da vacina no Fórum Nacional de Governadores. 

Dias pediu também que as centrais acionem a Organização Mundial da Saúde e o Reino Unido para pressionar pela entrega dos milhões de imunizantes já contratados no prazo correto. Em relação à vacina de Oxford (Aztrazeneca), o apelo é também pela antecipação da transferência de tecnologia para a produção do IFA, ingrediente básico para a produção dos imunizantes. Os sindicatos foram ainda incentivados a contactar o governo americano para pedir o envio de vacinas que estão estocadas e não serão usadas. 

Em reunião com os sindicalistas, Dias afirmou que o grave problema do País hoje é “a falta de coordenação central”, de acordo com relatos feitos à Coluna. O governador ressaltou que nos demais países, o presidente ou primeiro-ministro é o responsável por tomar as principais decisões e que, no Brasil, o poder central não apenas não coordenou como acionou a Justiça contra os Estados que adotaram medidas preventivas. Participaram do encontro CSB, CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT. 

De acordo com participantes, Dias disse ainda que a expectativa é começar a vacinar 600 mil pessoas por dia a partir desta semana e chegar ao fim do mês com 10% da população vacinada. A previsão do governador é também chegar a julho com 70% de vacinados. A conta, no entanto, dependerá da chegada de todas as vacinas prometidas e o cumprimento do cronograma de imunização.

As centrais pretendem ainda anunciar apoio ao Pacto da Vida, lançado no fim do mês passado pelo Fórum de Governadores, com a defesa do lockdown em regiões onde a medida seja necessária.

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