Vitória de Doria ao governo pode gerar revoada tucana

Vitória de Doria ao governo pode gerar revoada tucana

Coluna do Estadão

06 Outubro 2018 | 05h30

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Tucanos históricos já anteveem que, se Geraldo Alckmin sair derrotado nas eleições presidenciais e João Doria vencer a disputa pelo governo paulista, o comando do partido vai mudar de mãos. Por enquanto, o ex-governador Alberto Goldman, inimigo pessoal de Doria, é um dos poucos que falam publicamente sobre o tema. “Ele se elegendo vai usar seus métodos e tomar o partido”, afirma. Outro fundador da legenda sentencia: “É o fim do atual PSDB”. Integrante da ala dos “cabeças-brancas” admite, até mesmo, uma revoada para outra sigla.

Atacar. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, também deve ampliar o seu poder no PSDB, especialmente em São Paulo, caso a derrota de Alckmin se confirme. A depender do resultado das urnas, diz um interlocutor, “acabou a era Alckmin-Serra-Aécio”.

Tá dominado. Quem vislumbra essa nova configuração do PSDB já enxerga que, em 2022, Doria será o candidato ao Planalto e Bruno Covas, ao governo de SP.

A união… Os presidentes de partidos do Centrão (PP, PR, PRB, DEM e Solidariedade) combinaram de manter o bloco depois das eleições. Estimam que farão uma bancada de 215 deputados, três a mais do que a atual, com força para reeleger Rodrigo Maia (DEM) ao comando da Câmara.

…faz a força. O grupo, que apoia o presidenciável Geraldo Alckmin, só não estará unido num eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Vetado. A presidente do TSE, Rosa Weber, não autorizou a veiculação ontem em rede nacional de pronunciamento do presidente Michel Temer. Avaliou que a fala poderia interferir no processo eleitoral.

Dúbio. Incomodou um trecho em que Temer dizia que “vivemos hoje eleições polarizadas. É normal que assim seja, e até salutar”. A avaliação é que poderia sugerir que apenas Bolsonaro e Haddad concorrem, ignorando os demais.

Bolha. Quem levou a gravação para Rosa Weber analisar foi a AGU, Grace Mendonça. Temer optou por divulgá-la no seu Twitter e sem o trecho polêmico.

Bateu desespero. Ex-líder do governo Temer e senador desde 1995, Romero Jucá (MDB-RR) enfrenta dificuldades para se reeleger. Ele está em terceiro lugar nas pesquisas.

Tem mais. A proximidade com o presidente Temer e o envolvimento na Lava Jato não são as únicas causas de desgaste de Jucá.

Não entrega. Aliados relatam que o eleitor está insatisfeito porque o “homem mais influente do País” não resolveu a crise energética em Roraima nem vetou a entrada de venezuelanos.

SINAIS PARTICULARES. Romero Jucá, ex-líder do governo no Senado; por Kleber Sales

 

CLICK. Alvaro Dias revelou nas redes a pergunta que enviou a Lula durante o debate: “Quem mandou matar Celso Daniel? E os 7 testemunhos do crime? Você sabe!”

 

Onda? Até o início da noite de ontem, a #ViraViraCiro era a primeira nos assuntos mais comentados do Twitter Brasil. Em terceiro lugar, o presidenciável do PDT tenta tirar o PT da disputa no 2.º turno.

Abre-alas. Em conversa com o chanceler venezuelano Jorge Arreaza, o ministro Aloysio Nunes superou a resistência de Caracas ao apoio do grupo latino-americano à candidatura do Brasil a sede da COP-25, fundamental para o acordo de Paris.

PRONTO, FALEI!

Foto: Roberto Jayme/ Ascom /TSE

“Eleição é uma forma de buscar a paz social, não o contrário”, DO EX-MINISTRO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, HENRIQUE NEVESsobre o discurso de ódio disseminado por candidatos de diferentes partidos à Presidência da República.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao