Vice-presidente do Aliança diz não estar preocupado com conversas entre Bolsonaro e PSL

Vice-presidente do Aliança diz não estar preocupado com conversas entre Bolsonaro e PSL

Coluna do Estadão

22 de agosto de 2020 | 05h00

O advogado Luís Felipe Belmonte dos Santos Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO

A despeito das recaídas de Jair Bolsonaro, o vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luís Felipe Belmonte, diz que nada muda em sua cruzada para colocar em pé o novo partido. “Não estou preocupado, porque tenho orientação do presidente, e essa orientação não foi mudada.” Bolsonaro anda dando sinais de querer retomar a relação com o PSL, mas dirigentes do Aliança ainda têm expectativa de oficializar o novo partido em 2020. Será difícil: das quase 160 mil assinaturas entregues, 19,5 mil foram reconhecidas como válidas (4% do necessário).

Números. Segundo dados do TSE desta semana, 4 mil aguardam análise, 1,2 mil estão em prazo para impugnação, 29 mil não foram validadas e 94 mil aguardam ficha de apoiamento do partido.

Ainda pulsa. Os críticos dessa reaproximação de Bolsonaro com o PSL dizem que o “flerte” pode confundir a militância. Mas interlocutores próximos do presidente afirmam que o sonho de criar o Aliança pelo Brasil ainda não acabou.

É o jeito. O sistema PJE (Processo Judicial Eletrônico) já tem sido usado em Santa Catarina, Bahia e Pernambuco. A ideia é replicá-lo nos demais Estados.

O pai tá on. Apesar de Bolsonaro ter voltado a negociar um possível retorno ao antigo lar, seus filhos Carlos e Flávio ainda não sinalizaram ao Republicanos, sigla que os acolheu após o rompimento com o PSL, a intenção de seguir o pai.

O pai tá on 2. É pouco provável, porém, que ocorra uma cizânia na família.

Aliás. Parlamentares da chamada ala “bivarista”, que se opuseram ao presidente dentro do PSL, afirmam que as conversas sobre a volta dele ao partido provam que as denúncias de que havia uma “caixa-preta” na sigla são furadas.

Otimismo. Para ilustrar o clima entre ambientalistas com a saída do coronel Homero Cerqueira do ICMBio: dizem que ele foi o segundo pior presidente da instituição. O primeiro será o próximo nomeado. A expectativa é de que venha um novo nome da PM.

SINAIS PARTICULARES.
Paulo Guedes, ministro da Economia

Kleber Sales

Deixa pra depois. As promessas do ministro Paulo Guedes (Economia) viraram chacota entre os parlamentares e políticos: dizem que todas miram sempre “a semana que vem”. A mais nova delas: o projeto que pode viabilizar a privatização dos Correios. Segundo ele, deve ser enviado “nas próximas semanas”.

Agora… A versão do governo para o novo marco legal das startups está em análise na Casa Civil e deve ser enviada ao Congresso nos próximos 15 dias.

…vai? Um projeto sobre o mesmo tema já está em tramitação na Câmara e ambos deverão ser juntados. Há a expectativa de que sejam votados neste ano.

CLICK. Carlos Bolsonaro (à dir.) acompanhou a comitiva do pai, Jair Bolsonaro, ao Rio Grande do Norte. O deputado General Girão (PSL-RN) também integrou o grupo.

Reprodução/Twitter

Novos ares. O jornalista Fábio Santos, ex-secretário de comunicação de João Doria na Prefeitura de São Paulo, desistiu de coordenar a parte de imprensa da campanha de Joice Hasselmann. Assumirá a presidência da CDN Comunicação.

Tudo… Após uma semana turbulenta, que teve até fato relevante ao mercado para esclarecer as questões sobre capitalização e privatização, a Sabesp tenta recuperar a tranquilidade.

…azul. A empresa é recordista do Troféu Transparência (concedido por associações e fundações). Em 24 edições, levou o prêmio 21 vezes. O anúncio de 2020 foi feito quinta-feira passada. A Sabesp foi reconhecida entre dez empresas com receita líquida acima de R$ 8 bilhões.

PRONTO, FALEI!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Kim Kataguiri, deputado federal (DEM-SP): “Tem senador que vive no Planalto fazendo arminha com a mão, mas, na hora de votar com o governo naquilo que importa, cede a pressões das corporações.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA

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