Vacina ainda em 2020 será ativo eleitoral para João Doria

Vacina ainda em 2020 será ativo eleitoral para João Doria

Coluna do Estadão

22 de setembro de 2020 | 05h00

João Doria, governador de São Paulo. Foto: Governo de SP

O anúncio de João Doria de que o Estado de São Paulo deve receber em breve as doses da vacina chinesa coronavac movimentou os bastidores da política nacional, junto com a “saída do armário” da candidatura presidencial de Luciano Huck. Apesar de o tucano rechaçar manter intenções político-eleitorais na vacina, aliados e adversários do governador enxergam um reposicionamento positivo dele no cenário dos presidenciáveis se São Paulo começar a imunizar sua população ainda este ano e, claro, se mais para frente ajudar outros Estados.

Reação esperada. Os ataques dos bolsonaristas ao anúncio de Doria foram intensos nas redes sociais.

Futuro. É proibido aos auxiliares do governador tocar no assunto. Mas, com a economia ainda patinando no mundo todo, o orçamento minguado para obras e investimentos e ainda sem uma marca definida de seu governo, Doria sabe que o eventual sucesso da vacina pode projetá-lo nacionalmente.

Limites. Os entraves, no entanto, vão além do tempo da ciência. Há dúvidas (e alguns temores) sobre a autonomia de São Paulo. O Ministério da Saúde de Jair Bolsonaro é autoridade máxima nesse quesito.

Liberou. Procurado pela Coluna, o Ministério da Saúde informou que os Estados terão autonomia para adquirir e distribuir vacinas contra o coronavírus. Já as adquiridas pelo governo federal serão distribuídas aos Estados de acordo com a demanda de cada um.

Vamos… Patricia Ellen se reúne esta semana com representantes dos setores de Tecnologia, Têxtil, Metal-Metalúrgico, Máquinas e Equipamentos e Saúde-Farma, que fazem parte dos Polos de Desenvolvimento do Estado de São Paulo.

…retomar. A secretária quer fortalecer o diálogo e entender demandas setoriais para estimular a produtividade e geração de emprego na retomada.

Voltei. Em sua terceira candidatura a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno (Republicanos) “tumultuou” o cenário eleitoral. A questão é: do centro para a direita, quem foi o mais prejudicado pela entrada do deputado, apoiado por Bolsonaro, na campanha?

SINAIS PARTICULARES.
Celso Russomanno, deputado federal e candidato a prefeito de São Paulo

Ilustração: Kleber Sales

Vixe. A Comissão Externa do Congresso que acompanha o enfrentamento dos incêndios no Pantanal identificou que há apenas 170 pessoas atuando no combate ao fogo. O número inclui agentes federais, estaduais e municipais, além de integrantes de entidades de proteção à natureza. Bombeiros chegam a pedir ajuda para comprar combustível.

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CLICK. O ministro Augusto Heleno postou em suas redes sociais um grave ataque generalista aos professores do País. O assunto ‘viralizou’ entre os bolsonaristas.

Reprodução/Twitter

Além… O CLP (Centro de Liderança Pública), presidido por Luiz Felipe D’Avila, contratou Paulo Zottolo como CEO do CLP Institute, nos EUA. O objetivo é promover a entidade fora do Brasil, com foco na América e na Europa.

…mar. A missão de Zottolo será a de promover o CLP perante grandes fundações e empresários.

BOMBOU NAS REDES!

Samuel Moreira. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Samuel Moreira, deputado federal (PSDB-SP): “Algumas pessoas querem que o governo represente única e exclusivamente o seu pensamento. Que tenha lado na guerra ideológica e que este lado seja o delas. Na política externa, o interesse do país são ações que geram riqueza ao povo. Entre Venezuela e EUA, o Brasil acima de todos.”

COM ALBERTO BOMBIG E MARIANA HAUBERT. 

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