Universidade criada por Lula quer lhe dar título

Universidade criada por Lula quer lhe dar título

Coluna do Estadão

29 de julho de 2017 | 05h30

Foto: Sergio de Castro/Estadão

Sete dias depois de o ex-presidente Lula ter sido condenado pelo juiz Sérgio Moro pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, cinco representantes do conselho universitário da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) propuseram que seja concedido ao petista o título de Doutor Honoris Causa. A honraria “é um reconhecimento a personalidades que se destacam nas ciências, artes ou nas relações com a sociedade”. Até hoje, a UFRB só concedeu o título à sambista Dona Dalva e ao engenheiro Paulo Jacomine.

Eu que fiz. A universidade federal foi criada no governo Lula, que enviou projeto ao Congresso no seu primeiro mandato. Caberá ao Conselho Universitário deliberar sobre o pedido.

Outro lado. Segundo a assessoria de comunicação da Universidade, “os elementos que subsidiaram o pedido são a relação do ex-presidente com a interiorização do ensino público, bem como sua trajetória pessoal, sindical e política”.

Rotina. Quando era presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine visitava o já ex-presidente Lula quase todas as sextas no Instituto Lula, em São Paulo.

Fez muito. Em 209 anos de Banco do Brasil, Bendine foi um dos presidentes mais longevos. Ficou no comando de 23 de abril de 2009 a 6 de fevereiro de 2015. Perde para Nestor Jost (1967 a 1974).

Bolso cheio. Preso pela Operação Lava Jato, Aldemir Bendine recebe uma aposentadoria de R$ 62 mil por mês paga pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

Já era. Antes mesmo de ser adotada, morreu a ideia de batizar como Centro Democrático o projeto de expansão política do DEM, que abrigará dissidentes do PSB, por exemplo.

Melhor não. Dirigentes do DEM foram alertados que o nome foi usado pelo velho Centrão, durante a Constituinte de 1987, e preferiram fugir da associação.

Não tá fácil. O petista José Guimarães passou o dia às voltas com a clonagem de seu cartão. Foram surrupiados cerca de R$ 500 do deputado.

Linha dura. O aumento do rigor nas rotinas dentro do Ministério da Agricultura fez com que o secretário executivo da Pasta, Eumar Novacki, fosse criticado pelos servidores da Pasta. Eles reclamaram que as novas medidas adotadas não eram “moralizantes, mas sim militarizantes”.

Querem me agradar. Novacki pediu a palavra e agradeceu as queixas. “Para mim, é um elogio. Sou coronel da Polícia Militar do Mato Grosso”, respondeu.

CLICK. O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, falou, em São Paulo, para empresas sobre chances de negócios relacionados ao Satélite Geoestacionário.

Foto: Facebook Gilberto Kassab

Facão. Os cortes anunciados pelo governo vão congelar parte significativa das emendas parlamentares, incluindo as impositivas.

É a vida. Mesmo reconhecendo que “sempre vai ter chiadeira”, o deputado Luiz Lauro Filho (PSB), coordenador da bancada paulista, reconhece que o governo não tinha alternativas. “Se arrecadou menos, vai repassar menos”, diz.

Mundo animal. O veto do governador Geraldo Alckmin ao projeto de lei que proibiria o uso de animais vivos em pesquisas provocou invasão de defensores da proposta nas suas redes sociais.

SINAIS PARTICULARES – GERALDO ALCKMIN
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES

 

PRONTO, FALEI!

“Os que forem ligados ao governo terão dificuldades para se eleger. Sustentar Temer é suicídio político”, SENADOR JORGE VIANA (PT-AC), sobre a baixa popularidade do presidente nas pesquisas.

 

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