Um dia após eleito, novo presidente já pode nomear

Um dia após eleito, novo presidente já pode nomear

Coluna do Estadão

07 Outubro 2018 | 05h30

Centro Cultural Banco do Brasil

No dia seguinte à sua eleição, o novo presidente da República já sentirá as benesses do poder. Ele terá o direito de indicar, por livre escolha, 50 pessoas para a sua equipe de transição, com salários que vão de R$ 2,5 mil a R$ 16,5 mil. A maioria dos cargos, 25 deles, é de R$ 9,9 mil. Os valores mais altos, de R$ 16,2 mil e R$ 16,5 mil, preenchem cinco vagas. Os gastos com os salários da equipe de transição podem chegar a R$ 986 mil, considerando novembro e dezembro. Ao contrário da equipe, o presidente eleito hoje ou no dia 28 só terá direito a salário em 1.º de janeiro.

SINAIS PARTICULARES. Michel Temer, presidente da República; por Kleber Sales

Em uma etapa. Doze Estados devem eleger já neste domingo o governador. O Ibope mais recente indica que atingem 50% dos votos válidos, considerando a margem de erro. Renan Filho (MDB), em Alagoas, por exemplo, tem 83% das intenções de votos.

Pai e filho. O alagoano, filho de Renan Calheiros, pode ser o governador eleito com a maior vantagem do País. Já Renan está reeleito ao Senado, segundo o Ibope. Porém, o tucano Rodrigo, filho de Ceci Cunha, será o mais votado. Ceci foi vítima de  crime político em 1998.

Calma. O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pediu a seus interlocutores que evitem hoje um clima de já ganhou. Acha que se não vencer no domingo isso pode desanimar a militância.

Filho pobre e filho rico. A avaliação do grupo de Bolsonaro é de que uma eventual disputa contra Fernando Haddad na segunda fase será desigual “porque o PT tem mais dinheiro”, por isso seus eleitores precisam estar cientes da hipótese de dois turnos.

Nem pensar! Líder nas pesquisas, Bolsonaro chegou a ser aconselhado por aliados a não ir votar hoje, por questões de segurança. Recusou de pronto. “Vamos pro pau!” Bolsonaro avisa que vai votar logo cedo, no período da manhã.

Nas redes. Levantamento do Twitter para a Coluna mostra que do início da propaganda na TV até ontem os posts sobre política mais do que triplicaram em relação ao resto do ano. Marco Ruediger, da FGV/Dapp, diz que o dado ilustra o alcance da grande “estrela” das eleições: a internet.

Digital. Jair Bolsonaro causa mais interesse do que os seus adversários nas redes. Só no YouTube, por exemplo, foram 47 milhões de visualizações, desde 16 de agosto, diz a FGV/Dapp. Em segundo lugar, vem Ciro Gomes, com 9 milhões.

Na carona. O engajamento relacionado a Geraldo Alckmin no Facebook atinge seu ápice no dia em que Michel Temer divulga vídeo pedindo que ele “fale a verdade” e revele que os partidos do Centrão que o apoiam integram o governo.

Pedagógico. Na PF, comenta-se que, qualquer que seja o resultado da eleição, a instituição está preservada. A queda de Fernando Segovia, após tentar interferir em inquérito contra Temer, serviu de alerta.

Viver para vingar. O apoio de Paulo Skaf (MDB), que disputa o governo paulista, à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) estremeceu sua relação com Henrique Meirelles, que mandou recado ao colega de partido: não terá mais seu voto.

Separa que é briga. Ciro Gomes e Haddad se hospedaram no mesmo hotel no Rio, quando participaram do debate da TV Globo. No dia seguinte ao embate, as assessorias cuidaram para que não se encontrassem no café da manhã. O clima demonstra que reconstruir as pontes não será fácil.

CLICK. Campanha do TSE divulgada nas redes sociais alerta o eleitor de que é proibido fotografar o voto na urna eletrônica e mexer no celular enquanto estiver votando.

Isolado. Geraldo Alckmin vai acompanhar a apuração dos votos de casa, “sem a presenca de jornalistas”, diz sua assessoria.

Ignorados. Só Amoêdo, Haddad, Alckmin e Guilherme Boulos responderam a pedido de compromisso com os direitos humanos enviado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos, ligado ao governo federal. Mesmo assim, só para confirmar recebimento.

A SEMANA

Terça-feira, 9

Deputados e senadores retomam atividades após eleições

A Câmara prevê votar a linha de crédito para santas casas. No Senado, discutem a renegociação das dívidas de ruralistas.

Sexta-feira, 12

Retomam as propagandas eleitorais gratuitas no rádio e na TV

Interrompidas dois dias antes do pleito no 1.º turno, as propagandas partidárias voltam a ser transmitidas no rádio e na TV.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA

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