Tucanos recusam apoiar PT no segundo turno

Tucanos recusam apoiar PT no segundo turno

Coluna do Estadão

17 Agosto 2018 | 05h30

Geraldo Alckmin (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Se por um lado tucanos admitem receber o apoio do PT no segundo turno, por outro não garantem reciprocidade aos petistas caso Geraldo Alckmin esteja fora dessa fase da disputa. “Se ele (Alckmin) não for para o segundo turno, o PSDB não terá unidade. O PT que está aí não é do Lulinha paz e amor, é com faca nos dentes, com rancor. O partido vai se dividir”, diz o secretário-geral da sigla, Marcus Pestana (MG). O debate sobre as composições no segundo turno foi levantado pelo ex-presidente FHC, para quem Alckmin deve buscar o apoio do PT contra Jair Bolsonaro.

Vício de origem. Notório antipetista e aliado de primeira hora de Geraldo Alckmin, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, diz que FHC se equivocou. “O segundo turno será entre o Haddad e o Alckmin. Não corremos risco de uma aliança com o PT”, ironizou.

Bola de cristal. Os petistas também rebateram a previsão de que estarão fora do segundo turno. “Fernando Henrique é ruim de projeção. Tirou foto na cadeira do Jânio Quadros e perdeu a eleição e anunciou a vitória do Aécio contra a Dilma. Ele é o Mick Jagger da política”, alfinetou Paulo Pimenta, líder do PT.

Puxadinho. Geraldo Alckmin vai ampliar e detalhar o programa de governo que já apresentou ao TSE. A nova versão vai incluir a defesa da reforma da Previdência, tema ignorado no primeiro documento. A minuta foi discutida com seu arco de alianças.

Bateu a meta. Candidata ao Senado por Minas, Dilma Rousseff informou ao TSE um patrimônio de R$ 1,9 milhão. Em 2014, última eleição, disse ter R$ 1,7 mi.

Conservadora. A petista não tem mais o hábito de guardar dinheiro vivo. Há quatro anos, tinha R$ 152 mil no colchão. Agora, tem R$ 427,3 mil na poupança.

A portas fechadas. O ministro Raul Jungmann (Segurança) reuniu-se ontem com o juiz Sérgio Moro e com o superintendente da PF no Paraná, Maurício Valeixo, após visitar o presídio de Piraquara, tido como modelo. O encontro ocorreu em Curitiba, cidade onde Lula está preso. O petista, contudo, não foi tema das conversas.

Endurecimento. Jungmann conversou com Moro sobre sua proposta para acabar com o limite de 360 dias para um preso ficar em estabelecimento de segurança máxima e para que visitas em penitenciárias sejam gravadas em parlatórios.

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CLICK. O bicentenário da Proclamação da Independência é só em 2022, mas o príncipe dom Bertrand de Orleans e Bragança começa domingo, 19, os preparativos da festa.

FOTO: Reprodução

Acessibilidade. O Diário Oficial publica hoje decreto que permite a passageiros com deficiência levar cadeiras de rodas no transporte rodoviário, sem cobrança. Hoje, as cadeiras são cobradas como bagagem. O decreto foi proposto pelo ministro Gustavo Rocha.

Sem perder tempo. O deputado Chico Alencar esperou virar a madrugada para disparar seu santinho. Como ele, vários candidatos usaram o WhatsApp para pedir voto já na largada da campanha.

SINAIS PARTICULARES: Deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ); por Kleber Sales

Mundo zen. O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, revelou seu segredo para “manter a serenidade” no debate de hoje, na Record. “Estar descansado”, diz. Ele participa de um evento militar de manhã e depois vai se hospedar em um hotel em São Paulo para aguardar até o horário do programa.

BOMBOU NAS REDES! 

Janaina Paschoal, autoria do impeachment da ex-presidente Dilma

“Primeiramente, gostaria de dizer que fiquei feliz com a pesquisa que aponta o General Mourão como o vice predileto. Eu sempre gostei dele, mas fiquei tensa ao não poder aceitar o convite. Constatar que o povo também gosta dele foi um grande alívio”, DA JURISTA JANAINA PASCHOAL, candidata a deputada estadual, sobre sua recusa de ser vice de Bolsonaro.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABOROU MARIANA HAUBERT