TSE terá de responder se senadores podem fazer as suas próprias coligações

TSE terá de responder se senadores podem fazer as suas próprias coligações

Mariana Carneiro, Lauriberto Pompeu, Matheus Lara e Gustavo Côrtes

13 de maio de 2022 | 05h01

O vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, deu sua opinião no último dia 10: as chapas de candidatos a governador podem ter mais de um senador. Segundo políticos e advogados, o entendimento dos ministros do TSE não será diferente. Até porque, em 2014, isso ocorreu em diferentes Estados, como no Amapá. A dúvida que resta, porém, é se esses candidatos ao Senado poderão caçar seus próprios aliados e formar coligações completamente diferentes das amarradas pelos candidatos a governador. Isso abrirá negociações paralelas e pode resultar em mais rachas na já difícil amarração tentada tanto por Luiz Inácio Lula da Silva quanto por Jair Bolsonaro na construção de seus palanques estaduais.

A sede do TSE em Brasília. Foto: Dida Sampaio/Estadão

FIAÇÃO. Exemplo é o Rio, onde Alessandro Molon (PSB) disputa com André Ceciliano (PT) a vaga de candidato ao Senado na chapa de Marcelo Freixo (PSB). Caso ambos se lancem candidatos, Molon já tem o apoio da Rede e negocia com o PSOL. Já Ceciliano não esconde a atração por Cláudio Castro (PL).

CLICK. Humberto Costa, senador (PT-PE)

Com as senadoras Eliziane Gama e Leila Barros em reunião com autoridades de Roraima para apurar denúncias de garimpo ilegal em terras ianomâmi.

UNIDOS. A dúvida deriva de consulta ao TSE feita pelo deputado Delegado Waldir (União-GO). “As eleições para governador e senador são autônomas, por isso não vejo motivos para impedir coligações distintas”, diz Rafael Carneiro, professor do IDP.

MUDO. Diplomatas palestinos fazem hoje um ato em homenagem à jornalista Shireen Abu Akleh, morta na cobertura de um confronto com tropas de Israel. O Itamaraty não comentou o caso. EUA, UE e ONU pedem investigação independente.

PRONTO, FALEI! Raquel Gallinati, presidente do Sindicato dos delegados de SP

“Trocar o comando das polícias foi o mesmo que trocar o técnico de um time da série A que só tem à disposição 7 jogadores com salário de amadores. Não adianta.”

COLABOROU FELIPE FRAZÃO

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