TSE quer pacto com Google e Facebook contra fake news

TSE quer pacto com Google e Facebook contra fake news

Coluna do Estadão

19 Junho 2018 | 05h30

SINAIS PARTICULARES: Luiz Fux, presidente do TSE; por Kleber Sales

O TSE quer firmar um pacto com empresas de tecnologia contra a proliferação de fake news. A iniciativa é similar a um acordo de colaboração acertado entre a Corte Eleitoral e dez partidos políticos para a “manutenção de um ambiente eleitoral imune de disseminação de notícias falsas”. No entanto, a decisão do ministro Sérgio Banhos, do TSE, de determinar a remoção de fake news contra Marina Silva acendeu a “luz amarela” em parte do setor que prefere aguardar uma resolução sobre o tema antes de decidir se topa um pacto com o tribunal.

Alerta. Uma preocupação de quem acompanha as conversas é que as firmas sejam usadas como instrumento para pavimentar um caminho intervencionista.

Com a palavra. Procurado pela reportagem, o TSE informou que o termo vai ser assinado com Facebook e Google, que já atuam em parceria com a Justiça Eleitoral. A Corte aguarda resposta de outras plataformas.

Indigestão. Estava tudo caminhando bem, mas a última polêmica do presidenciável Ciro Gomes (PDT) fez com que caciques do DEM passassem o dia ontem reavaliando a ideia de apoiá-lo. A cúpula do partido já fala em abrir conversas com o candidato do Podemos, Alvaro Dias.

Fermento. A avaliação de líderes do Centro é de que Alvaro Dias tem chance de crescer entre o eleitorado caso os cinco partidos do Centro se unam em torno dele. Isso porque as legendas aumentariam o tempo de exposição dele na TV.

No estômago. Em entrevista, ontem, Ciro comparou o vereador de São Paulo Fernando Holiday (DEM) a um “capitãozinho do mato”. Apesar disso, o presidente do DEM, ACM Neto, não desmarcou jantar com Ciro hoje, em Brasília.

Pedra no caminho. Uma ala do PPS se animou com a ideia de Roberto Freire ser vice de Marina Silva. Só torcem o nariz para Bazileu Margarido, braço direito da presidenciável. O diálogo com ele é considerado difícil.

Eleito. O ex-presidente da Petrobrás Sergio Gabrielli vai coordenar o conselho do PT a ser criado para discutir e buscar alianças para a disputa presidencial.

Esperança. Dentro do Supremo, as chances de a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, ser absolvida hoje no STF são consideradas maiores do que as do deputado Nelson Meurer, condenado mês passado.

Um e outro. No caso de Gleisi, existe a avaliação de ministros de que as provas contra ela se resumem a acusação de delator, enquanto que contra Meurer eram várias outras evidências.

E mais… Gleisi é acusada de receber caixa dois para campanha e o caso, dizem, deveria migrar para o TSE.

CLICK. Eleitores de Fortaleza fazem manifestação contra a candidatura de Ciro Gomes ao Planalto. Faixas e adesivos na cidade dizem: “Sou cearense, não voto em Ciro”.

 

FOTO: Coluna do Estadão

Eu já sabia. O governo já esperava ação no Supremo ao decidir por tabelar o frete aos caminhoneiros. Apesar disso, considerou o relatório do Cade, revelado pelo Estado, duro demais contra a medida.

Abalou. Ministros e deputados que têm visitado o presidente Michel Temer no Planalto o descrevem como “bem abatido” e “triste” com o avanço das investigações contra ele.

Na agenda. O projeto que moderniza a lei de licitações será votado hoje na Câmara dos Deputados.

PRONTO, FALEI! 

FOTO: Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT

“A senadora locupletou-se dolosamente de todo um esquema de ilegalidades praticados na Petrobrás”, de RAQUEL DODGE, procuradora-geral da República, sobre ação penal contra a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

COM NAIRA TRINDADE. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA

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