TSE pode barrar fundo partidário na eleição

TSE pode barrar fundo partidário na eleição

Luiza Pollo

01 Janeiro 2018 | 05h30

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Partidos mais estruturados querem barrar o uso do fundo partidário para financiar a campanha eleitoral deste ano. Argumentam que é desleal a competição com siglas menores que conseguem guardar os recursos ao longo do ano para despejar na eleição de seus candidatos, quando eles precisam investir os valores para manter o dia a dia partidário. Uma consulta no TSE pode definir a questão. O deputado Cícero Almeida perguntou ao tribunal se, com a criação do fundo eleitoral, o fundo partidário deve ser direcionado só para a máquina partidária.

Herança. Atualmente no Podemos, Cícero Almeida foi o único deputado federal eleito pelo PRTB em 2014. Isso garante à legenda receber fundo partidário mesmo sem ter mais representante na Câmara.

Cofre cheio. Em 2017, o PRTB recebeu do TSE R$ 3,37 milhões de fundo partidário. Almeida ingressou com a ação para tentar impedir que o partido use o dinheiro para atrair deputados com promessa de verba na campanha deste ano.

Cofrinho. O PR, comandado por Valdemar Costa Neto, também fez uma poupança com o fundo partidário para financiar seus candidatos. Em 2017, a sigla recebeu R$ 32,4 milhões.

Verba. Em 2018, o TSE vai distribuir R$ 1 bilhão de fundo partidário. Já o repasse eleitoral, destinado só para bancar as campanhas, é de R$ 2 bilhões.

Onda Maia. A eventual candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ao Palácio do Planalto já conta com o apoio do PP. O presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, diz que Maia é “o nosso candidato de preferência”.

No jogo. O deputado Beto Mansur (PRB-SP), assíduo frequentador do Palácio do Planato, entrega que Temer anda animado com a ideia de disputar a reeleição. “Engana-se quem acha que ele está morto”, diz.

Lógica do eleitor. Com planos de se lançar à Presidência, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz não saber qual candidato conseguirá “encantar” o Brasil . “Ao que tudo indica, o eleitor será movido pela raiva”, conclui.

Valendo. A PF começa a investigar nesta semana o juiz Glauceni Oliveira, acusado de divulgar áudio no qual sugere que o ministro Gilmar Mendes, do STF, recebeu propina para soltar o ex-governador Anthony Garotinho. O ministro pediu a abertura do inquérito.

Por cima. O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), emplacou uma apadrinhada na Secretaria Nacional de Habitação. Para confirmar Socorro Gadelha na vaga, atropelou a resistência do ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

CLICK. A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) passou a virada do ano com amigas, em Fernando de Noronha, hospedada no hotel de trânsito da Força Aérea Brasileira.

 

Meu lema. Presidente da Força Sindical, Paulo Pereira quer que a reforma da Previdência seja o tema da campanha eleitoral. “A reforma no governo Temer está contaminada e não será aprovada, por mais concessão que o governo faça”.

Queda de braço. Entidades do setor audiovisual brasileiro enviaram cartas a Michel Temer apoiando a indicação de Christian de Castro para a presidência da Ancine. O cargo está nas mãos de Débora Ivanov, nomeada por Dilma.

Megapacote. O governo paulista abriu, no apagar das luzes de 2017, concorrência internacional para seis licitações de reforma de trens da CPTM, estimadas em R$ 1 bi no mercado.

Sinais Particulares: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Ilustração: por Kleber Sales

MEU DESEJO PARA 2018…

Foto: André Dusek/Estadão

“Espero um 2018 com a melhora dos indicadores econômicos chegando de verdade na vida das pessoas. Redução das desigualdades e uma forte redução dos brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, DO PRESIDENTE DA CÂMARA, RODRIGO MAIA, em especial para a Coluna do Estadão.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABORARAM VERA ROSA E JULIA LINDNER

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