TSE custa R$ 5,4 milhões por dia e é questionado

TSE custa R$ 5,4 milhões por dia e é questionado

Luiza Pollo

10 de junho de 2017 | 05h30

Foto: Roberto Jayme/TSE

A decisão do TSE de absolver a chapa Dilma-Temer levantou o debate sobre a necessidade de uma Justiça Eleitoral. O órgão, que tem orçamento para este ano de R$ 2 bilhões, custa R$ 5,4 milhões por dia aos cofres públicos, segundo a ONG Contas Abertas. A maior parte é destinada ao pagamento de pessoal. “Em nenhuma democracia importante do mundo, tem Justiça Eleitoral”, ressalta o deputado Roberto Freire (PPS-SP), para quem o ambiente para tratar da extinção da Corte está posto. “A discussão era isolada, mas agora vai ganhar adeptos”, diz.

Troca tudo. No Senado, uma proposta de mudança na composição do TSE já ganha espaço. De autoria do senador José Reguffe, ela muda o modelo de escolha dos ministros, tirando esse poder do presidente da República.

Teve festa! Michel Temer e seus auxiliares mais próximos assistiram juntos ao julgamento do TSE do Planalto. Confirmada a vitória, todos se levantaram para aplaudir o presidente.

Recorde. Ficou combinado no Planalto de alguém cronometrar o tempo utilizado pelo ministro Herman Benjamin para apresentar seu voto no TSE. Querem elementos para a tese de que foi o ‘mais longo da história do planeta’.

Sinais particulares: ministro Herman Benjamin, relator do processo que absolveu a chapa Dilma-Temer no TSE. Ele pediu a cassação.

Vai você na frente. O DEM decidiu que permanecerá na base do governo mesmo que o PSDB surpreenda na segunda-feira e aprove um improvável desembarque do governo.

#fica. O ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) fará uma defesa enfática, na reunião da sigla segunda, pela permanência do PSDB no governo.

Não mexa… Depois de Rodrigo Rocha Loures aparecer com cabelos mais curtos para prestar depoimento ontem na Polícia Federal, a defesa justificou que o corte se deu pelo calor da Papuda e que a mulher dele gostou do novo visual.

Tudo igual. Como antecipou a Coluna, Loures ficou calado, assim como Temer não respondeu às 82 questões da Polícia Federal. Os dois são investigados em inquérito aberto a partir da delação do empresário Joesley Batista, dono da J&F.

Só pra ele. A defesa do diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva, vai fornecer a senha do celular dele a Rodrigo Janot sob o argumento de que cabe ao procurador-geral investigar seu cliente e não a PR-DF. 

Tudo com ele. A resistência inicial em fornecer a senha, diz a defesa, é porque o celular contém informações sobre a delação da JBS fechada com Janot.

Quem pegou. O celular foi apreendido na Operação Bullish, da Polícia Federal.

CLICK. O PSDB deve antecipar eleições para tirar, em definitivo, Aécio Neves do comando tucano. O governador de Goiás, Marconi Perillo, poderá ser o indicado.

Ocupa… Afastado da Câmara desde 15 de março, o ex-deputado Edinho Bez (PMDB-SC) resiste a entregar o apartamento funcional que ocupa em Brasília. Desde 13 de abril, corre a multa diária de R$ 138,43.

… e resiste. A multa já ultrapassa R$ 8 mil.

Meu nome é Caiado. Enquanto o mundo político seguia o julgamento do TSE, ontem, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) ouvia, no plenário, em alto volume pelo celular, um discurso do falecido deputado federal Enéas Carneiro.

Pronto, falei!

“O questionário é um acinte a sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa”, sobre a decisão de não responder às perguntas enviadas pela PF para Temer, diz o advogado de defesa de Michel Temer, Antonio Mariz Oliveira.

 

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