Troca na Saúde de SP deve mirar a reabertura

Troca na Saúde de SP deve mirar a reabertura

Coluna do Estadão

21 de julho de 2020 | 05h00

José Henrique Germann Ferreira, secretário de Estado da Saúde Foto: Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

O secretário da Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira, está pronto para deixar o cargo que ocupa desde o início do governo João Doria (PSDB), segundo apurou a Coluna. A decisão teria sido tomada, principalmente, por questões pessoais, relacionadas a tratamentos médicos aos quais Germann, de 69 anos, foi submetido. Até ontem, a expectativa do Bandeirantes era a de definir o novo secretário ainda esta semana. O escolhido terá a missão de manter sob controle a pandemia em meio à reabertura gradual do Estado.

Amigos. Germann, médico formado pela USP, manteve boa relação com João Doria. A saída dele não estaria relacionada diretamente ao combate à pandemia no Estado de São Paulo. Ao menos não da parte do governador, que considera o trabalho eficaz até aqui.

Bastão. Os novos desafios de reabertura serão intensos e Germann foi desaconselhado por familiares a prosseguir por causa de problemas cardíacos.

Humm. No interior do Estado, porém, havia insatisfação de prefeitos e de secretários municipais com o trabalho de coordenação da secretaria estadual.

Fator. No início deste mês, Eduardo Alex Barbin deixou a chefia de gabinete de Germann na Saúde. Essa mudança administrativa também teria pesado na decisão do atual secretário.

Disputa. Germann se queixou a amigos do excesso de protagonismo conferido à secretária Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) na linha de frente do combate à pandemia.

A ver. Entre os nomes cotados para assumir a Saúde de SP, está o de João Gabbardo, que fez parte da equipe de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde. Cláudio Lottenberg, porém, sempre foi o preferido do governador Doria.

Bateu, levou. Arthur Lira (AL) bem que tentou adiar a votação do Fundeb. Argumentou que o novo ministro da Educação, Milton Ribeiro, nem se sentou direito na cadeira. Rodrigo Maia (DEM-RJ) respondeu de pronto que Abraham Weintraub ficou um ano e meio no cargo sem nunca se interessar pela agenda.

Na fila. O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT) quer convidar os funcionários de Douglas Garcia (sem partido) para depor na CPI das fake news na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A Coluna mostrou que uma quebra de sigilo liga o grupo a ataques em redes sociais. O requerimento deve ser votado na sexta-feira.

CLICK. No dia do amigo, Damares Alves (à esq.) aproveitou para ressaltar a relação com a primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Amiga e irmã de fé”, escreveu a ministra.

Reprodução/Instagram

Resiliente. A mais recente pesquisa XP/Ipesp só confirma o diagnóstico dos analistas e “pesquiseiros” mostrado pela Coluna: a popularidade de Jair Bolsonaro sobreviveu a Sérgio Moro e se mantém em patamares anteriores à saída do ex-juiz do governo: em torno de 30% de aprovação.

Topa? O empresário Paulo Skaf, da Fiesp, está próximo de aceitar o desafio proposto por Jair Bolsonaro e ser o candidato a prefeito de São Paulo com o apoio do presidente.

SINAIS PARTICULARES.

Geraldo Alckmin, governador de SP

Kleber Sales

Professor. Em torno do “treinador” tucano Geraldo Alckmin, alas do PSDB começam a montar um time para se contrapor ao grupo de João Doria e Rodrigo Garcia (DEM) rumo à disputa do governo paulista em 2022.

BOMBOU  NAS REDES!

Deputado Pedro Cunha Lima. FOTO: CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Pedro Cunha Lima, deputado federal (PSDB-PB): “Momento de diminuir as narrativas e as brigas políticas para trabalhar nas soluções. Construir e aprovar a reforma tributária, administrativa, o Fundeb.

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