‘Traidores’ do PSL se solidarizam com Bolsonaro

‘Traidores’ do PSL se solidarizam com Bolsonaro

Coluna do Estadão

31 de outubro de 2019 | 05h00

Presidente Jair Bolsonaro. FOTO: ALAN SANTOS/PR

Parlamentares alinhados a Luciano Bivar na disputa interna do PSL aproveitaram o depoimento (mentiroso, segundo o MP) do porteiro na investigação do assassinato de Marielle Franco para se manifestarem em defesa do presidente. Entre eles, estão Coronel Tadeu, Major Olímpio e Dayanne Pimentel, chamados de “traidores” pelo clã Bolsonaro. O Planalto anotou quem, desde as primeiras horas, não hesitou em hipotecar solidariedade à família. Os otimistas avaliam que o episódio poderá realinhar alas do bolsonarismo, a despeito da luta no PSL.

Vixe. Wilson Witzel, governador do Rio, foi chamado de “traidor” ontem à tarde, em Itaperuna, por apoiadores de Bolsonaro. O presidente responsabilizou o ex-aliado pela divulgação do depoimento do porteiro.

Pegadas. A Polícia Federal vai apurar se houve algum tipo de motivação para a afirmação do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde Jair Bolsonaro tem casa. Quebras de sigilo não estão descartadas.

Na mira. Aliados de Bolsonaro procuram brechas no depoimento que o deputado Alexandre Frota deu à CPMI das Fake News. Querem usar supostas mentiras como base para processo de quebra de decoro.

Cadê o áudio? Rui Falcão (PT-SP) pediu a quebra do sigilo telefônico de Alexandre Frota. Quer obter a gravação em que Bolsonaro teria brigado com o deputado, hoje no PSDB, por ele ter pedido a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

Sem… A presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet, só pretende pautar o projeto que acaba com a prescrição de crimes antes do trânsito em julgado na semana do dia 13.

…pressa. Vai aguardar o Supremo resolver a questão da prisão em segunda instância para evitar uma guerra de ações judiciais.

Transparência. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Casa da Moeda, o deputado Chico D’Angelo (PDT-RJ) protocolou pedido de informações sobre a recente viagem da diretoria executiva da empresa estatal à Europa. Quer saber, entre outras coisas, o valor total das despesas.

CLICK. O governador João Doria e a ministra do STF Cármen Lúcia conversam com o publicitário Roberto Duailibi no evento Estadão Summit Brasil – O que é poder?.

HÉLVIO ROMERO / ESTADÃO

Papo reto. Após sua participação no Estadão Summit Brasil – O que é poder?, Paulo Guedes (Economia), que já havia convidado Gustavo Franco para o Conselho do BNDES, voltou à carga sobre o ex-presidente do BC: “E aí? Quando é que você vai trabalhar comigo?”

Monalisa. Gustavo Franco se limitou a sorrir.

Summit. João Doria e Luciano Huck, em suas participações, deixaram claro os caminhos que pretendem seguir rumo a 2022. O governador apostará na gestão e na continuidade da onda conservadora.

Summit 2. Huck encampará o discurso da sensibilidade social com responsabilidade fiscal, e econômica. Chegou a citar a socióloga Ruth Cardoso (1930-2008), precursora dos programas de assistência no País.

SINAIS PARTICULARES.
Luciano Huck, apresentador de TV

Kleber Sales

Espeto. De Huck, ao comentar os desafios da comunicação em ambiente tão polarizado: “Se você juntar um monte de gente que pensa como você, não é debate, é churrasco. Não é ruim debater ideias. Política é conversar com quem pensa diferente de você”.

PRONTO, FALEI!

Marcos Rogério, senador (DEM-RO): ““O STF é que está criando problema com prisão após 2.ª instância. Querem que a gente resolva? Quem pariu Mateus que balance”, sobre ‘antídoto’ de Dias Toffoli a prisão após 2ª instância.

COM JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU ELIANE CANTANHÊDE.

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