Tragédia ocorre em meio a agenda pró-armamento

Tragédia ocorre em meio a agenda pró-armamento

Luiza Pollo

21 de outubro de 2017 | 05h30

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

A tragédia numa escola de Goiânia ocorre no momento em que a bancada da bala na Câmara pressiona pela votação de projetos que flexibilizam o estatuto do desarmamento. São 135 proposições. A mais avançada, pronta para análise do plenário, amplia a quem tem mais de 21 anos e bons antecedentes o direito de portar até seis armas. A mudança não aumenta as penas para os donos de armas usadas por terceiros em crimes, como o episódio de ontem na escola de Goiânia, quando um aluno de 14 anos matou dois colegas com o revólver da mãe militar.

Ainda não. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fará em novembro semana de votação de projetos sobre segurança pública. Ele diz que o texto que amplia o porte de armas não entrará nessa primeira rodada.

Enquanto isso… No Senado, está avançada a discussão de projeto que prevê a realização de plebiscito nas eleições de 2018 para saber se o eleitor quer ou não liberação de armamentos para todos. Hoje, só profissionais da segurança e colecionadores têm o direito.

Jogo limpo. O presidente da CPMI da JBS, Ataídes Oliveira (PSDB-GO), visitou a procuradora-geral Raquel Dodge na quinta para avisar que membros importantes da Procuradoria são investigados pela comissão, entre eles seu antecessor Rodrigo Janot.

Sinal verde. Segundo relatos, Dodge agradeceu a atenção e disse apoiar todas as investigações. Ataídes afirmou que Janot prestou um bom serviço ao País, mas a delação da JBS foi um “ponto fora da curva” no seu currículo.

Gasolina… O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli, discutiu com a deputada Bruna Furlan depois de ela postar no grupo de WhatsApp da bancada tucana que poucas vezes na vida viu alguém tão ingrato quanto Tasso Jereissati.

…Na fogueira. A “ingratidão” é porque foi Aécio quem indicou Tasso como presidente interino do PSDB. O comentário da deputada culminou em bate-boca dela com Tripoli.

Apaga. Procurada, Bruna diz que não comenta. Tripoli não respondeu.

Ponto pra mim. O presidente Michel Temer gostou de saber que os advogados do PSDB consideraram a denúncia contra ele inepta, ainda mais porque a avaliação foi feita em reunião da bancada tucana convocada pelo líder Ricardo Tripoli, da ala anti-Temer.

Para 2018. Ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab sonha em disputar o governo de São Paulo como vice do senador José Serra. Ambos evitam o assunto, mas jantaram com prefeitos na sexta-feira em São Paulo.

CLICK. Vídeos motivacionais gravados por superintendentes do BB viralizaram. Neste, oferecem pirulito para gerentes que venderem seguro aos clientes do banco.

Com a palavra. O Banco do Brasil diz que não comenta os vídeos.

Novos capítulos. Ciro Gomes (PDT) chamou a ex-presidenciável Luciana Genro (PSOL) de “descuidada e oportunista” pelo Facebook após ela criticar a fala dele de que o País está em um momento “testosterona”.

Linha ocupada. Licenciado para votar pelo arquivamento da 2ª denúncia contra Temer, o ministro Antonio Imbassahy passou o dia de ontem tendo de explicar que até quarta está sem caneta. Cabe a ele ouvir pedidos de cargos e emendas.

PRONTO, FALEI!

“Quem jogou o PSDB no fogo não foi o Tasso. Ele tenta amenizar o incêndio”, DO DEPUTADO FÁBIO SOUSA (PSDB-GO), em resposta ao tucano Marcus Pestana, que chamou Tasso de incendiário.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. 

Siga a Coluna do Estadão:
Twitter:
 @colunadoestadao
Facebook:
 facebook.com/colunadoestadao
Instagram:
 @colunadoestadão

 

 

 

Tendências: