Temer terá controle da ANS até 2020

Coluna do Estadão

23 de abril de 2017 | 09h00

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Foto: Dida Sampaio/Estadão

 

O presidente Michel Temer terá maioria dos votos na Agência Nacional de Saúde (ANS) até 2020, dois anos depois do término do seu mandato. No total, seu governo indicará 4 dos 5 conselheiros.

Em maio, Temer vai substituir o presidente da ANS, José Carlos Abrahão. Em delação, Delcídio do Amaral disse que, na época da indicação, houve briga no PMDB pela vaga.

Em abril, Temer enviou ao Senado pedido de recondução da diretora da ANS, Simone Freire, atendendo ao PMDB. Em 2014, o Senado aprovou um primeiro mandato de dois anos para ela, mas decreto de Dilma Rousseff garantiu sua permanência até agora.

 

O QUE DISSE DELCÍDIO NA DELAÇÃO SOBRE A ANS: 

TERMO DE COLABORAÇÃO N° 10, pag.178

“QUE chamou a atenção do depoente que laboratórios farmacêuticos e planos de saúde estejam sendo prestigiados, atualmente, pelo Governo Federal; QUE há verdadeira “queda de braço” para indicação de nomes para as agências reguladoras relacionadas a área saúde, ate pela visibilidade negativa que o Caso Lava Jato impôs aos setores de energia, engenharia e petróleo; QUE, atualmente, está a cargo do PMDB do Senado indicar nomes para agências reguladoras ligadas a área da saúde; QUE os Senadores EUNÍCIO DE OLIVEIRA, ROMERO JUCÁ e RENAN CALHEIROS possuem papel e força incontestável quanto a essas indicações; QUE o depoente recorda que as indicações mais recentes para as agências reguladoras voltadas ao setor da saúde aconteceram em maio de 2015; QUE o depoente rememora que houve queda de braço “tremenda” para a indicação de JOSE CARLOS DE SOUSA ABRAÃO, apadrinhado do PMDB do Senado, para o cargo de Diretor-Presidente da Agencia Nacional de Saúde”.
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