Temer faz fisiologismo de último grau, diz Renan Calheiros

Temer faz fisiologismo de último grau, diz Renan Calheiros

Luiza Pollo

07 de julho de 2017 | 05h30

 

Foto: André Dusek/Estadão

 

Agora na oposição, Renan Calheiros (PMDB-AL) vai intensificar as articulações para a queda do presidente Michel Temer. Além de subir o tom dos ataques, ele vai atrás de votos para a Câmara autorizar processo contra o presidente. Renan alega que as movimentações do governo para evitar um revés na Casa Legislativa beiram a obstrução da Justiça. “O governo restringiu sua articulação com o Congresso a um mero fisiologismo de último grau. Está cada dia pior”, diz. Para complementar: “Ele deveria ter a grandeza de antecipar a eleição”.

Sem dó. Renan, que deixou a liderança do PMDB na semana passada, prossegue: “Está ficando difícil proteger um governo que parece insustentável. É um ônus muito grande para qualquer um carregar”.

Dobradinha. A delação do operador financeiro Lúcio Funaro, que vai atingir Temer, está sendo tocada em parceria pela PF e pelo procurador Anselmo Lopes. O procurador-geral Rodrigo Janot nunca teve interesse nesse acordo.

Se correr… Tucanos já não demonstram mais resistência a Rodrigo Maia no Planalto. Motivo: concluíram que nada muda para eles. “O PSDB vai ter que ficar no governo Maia e se desgastar igual”, dizem.

Alívio total. A equipe econômica respirou aliviada com a sanção do projeto dos precatórios pelo presidente em exercício, Eunício Oliveira. Sem esse dinheiro, a penúria dos ministérios iria aumentar. Novas medidas desse tipo vêm por aí.

CLICK. Relator da denúncia contra Michel Temer na CCJ da Câmara, Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) terá de cancelar as férias com a família para se dedicar ao parecer.

Agenda da crise. Um observador da cena política resume o dia a dia da crise em Brasília: enquanto deputados ouvem de dia as lamúrias de Michel Temer no Planalto, à noite jantam com Rodrigo Maia.

Sem recibo. Muito reservadamente, o presidente Michel Temer fez chegar a Rodrigo Maia, primeiro da linha sucessória, um sentimento de desconfiança em torno de ações do demista.

Na sua. Temer foi aconselhado a não alimentar qualquer ruído de desconfiança de Rodrigo Maia sob pena de perder o pouco que ainda resta de pudor para um movimento mais explícito rumo à Presidência.

Música para ouvidos. Indicada para a PGR, Raquel Dodge tem um discurso para cada senador que visita em busca de votos. Aos investigados, nem toca no assunto Lava Jato.

Oi, sou Raquel. Ontem, Raquel Dodge foi ao gabinete do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), cujo assessor recebeu dinheiro de um primo de Aécio Neves proveniente de Joesley Batista.

Susto. O Planalto ficou mais surpreso com a posição “tô caindo fora” do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) do que de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

 

Bateu martelo. Rodrigo Maia não vai autorizar recesso parlamentar até que a denúncia seja votada na Câmara.

Fila andou. Depois de a DPZ ser desclassificada na concorrência pela conta de publicidade da Presidência, a Artplan Comunicação, de Roberto Medina, sexta classificada, volta à disputa.

Salada. Das três primeiras colocadas apenas uma ficou – a NBS. A Calia, 4.ª da fila, foi classificada porque a Young desistiu.

Pronto, Falei!

Deputado Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS

“Em relação a esse governo, fora a delação envolvendo o presidente Temer, você não tem nenhum ministério, nenhuma estatal com denúncia de corrupção.”

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