Temer determina reforço na segurança dos presidenciáveis

Temer determina reforço na segurança dos presidenciáveis

Juliana Braga

06 Setembro 2018 | 19h05

FOTO ALEX SILVA/ESTADAO

O presidente Michel Temer vai anunciar em instantes que determinou reforço na segurança de todos os candidatos ao Palácio do Planalto. Temer de reuniu com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para discutir o atentado sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL), que levou uma facada durante um ato de campanha.

O presidente também determinou que as causas do episódio sejam apuradas a fundo. A PF já instaurou inquérito no ato da prisão de Adelino Bispo de Oliveira, autor da facada no presidenciável do PSL.

Temer já se pronunciou sobre o caso mais cedo, que considerou ‘intolerável, triste e lamentável’. “Se Deus quiser o candidato Bolsonaro passará bem, temos certeza que não haverá nada mais grave, esperamos que não haja nada mais grave”, disse.

Os candidatos já contam com o auxílio de agentes da Polícia Federal para sua segurança. Bolsonaro é um dos que requisitou o auxílio da PF. Ainda não está especificado como se dará o reforço na segurança dos candidatos. Neste momento, 21 policiais estão destacados para fazer a segurança dos presidenciáveis. Além de Bolsonaro, Geraldo Alkimin, Marina Silva, Álvaro Dias e Ciro Gomes já solicitaram segurança da PF.

Em agora, o Estado revelou que a PF limitou a segurança dos candidatos ao Planalto de partidos nanicos – com menos de cinco parlamentares na Câmara dos Deputados. Nem todos terão policiais à disposição 24 horas por dia.

A atuação da PF na segurança dos candidatos é prevista em lei e tem como objetivo viabilizar o exercício democrático da escolha do novo chefe do executivo nacional. Todo o custeio e organização das viagens para os policiais envolvidos na segurança, inclusive os gastos com reservas de hotel, é bancado pela própria corporação.

 

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