Temer ainda pode indicar seis diretores de agências

Temer ainda pode indicar seis diretores de agências

Coluna do Estadão

06 de agosto de 2018 | 05h30

Presidente Michel Temer. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Durante a campanha eleitoral, o presidente Michel Temer ainda poderá indicar seis diretores de agências reguladoras se não quiser deixar a missão para seu sucessor. Temer pode preencher postos na Anvisa, Anatel, Aneel e na novata Agência Nacional de Mineração (ANM), alvos de cobiça dos partidos. Os diretores têm mandatos de três a quatro anos. O próximo presidente inicia o governo com apenas uma indicação a fazer, na ANTT. No segundo semestre, terá outras sete. O Centrão, que apoiou Geraldo Alckmin, tem ao menos dez diretorias.

O chamariz. Não há restrições para indicações políticas nas agências. Alckmin já disse que seus diretores serão todos técnicos. Se eleito, vai preencher 50 vagas até o final do mandato. Sobram 11.278 cargos comissionados para distribuir aos aliados em outras áreas.

Pela tangente. Aliados do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) o aconselham a evitar pautas polêmicas, como a descriminalização do aborto. Um dos partidos fiadores do tucano é o PRB, da igreja Universal.

#ficaadica. “Geraldo não precisa ter opiniões muito claras nessas questões de valores, mas dizer como resolver o problema do desemprego”, diz Alberto Goldman. “Questões de costumes devem ficar para o Legislativo”, adverte o chefe do PRB, Marcos Pereira.

Opostos. Quem também precisará conciliar pontos de vista é a presidenciável Marina Silva. Evangélica, terá como vice Eduardo Jorge, que defendeu na eleição presidencial de 2014 a descriminalização do aborto e da maconha para uso medicinal e recreativo.

SINAIS PARTICULARES. Eduardo Jorge (PV) e Marina Silva (Rede), candidatos a vice e a presidente; por Kleber Sales.

Ato secreto. O PSDB não divulga o número de votos contrários à aliança com nove partidos, entre eles os do Centrão, registrados na convenção nacional. Nem quantos tucanos rejeitaram Ana Amélia (PP) como vice de Geraldo Alckmin.

Sem perdão. O partido só informa que um tucano votou contra a candidatura de Alckmin. “Deve ter sido um Zé das Couves de Quixeramobim”, diz o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral da sigla. O município fica no Ceará, Estado do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati.

Último capítulo. Quatro anos depois, a Polícia Federal apresenta hoje à família de Eduardo Campos o relatório final que investigou as causas da queda do avião que matou o ex-governador, na época candidato ao Planalto, e seus assessores.

Marco. Serão duas etapas. Hoje, a família de Campos será informada das conclusões, em encontro no Recife e, amanhã, os familiares do piloto. A Coluna apurou que o inquérito não aponta uma causa específica, mas, pelo detalhamento, servirá de base para as próximas investigações.

CLICK. Na convenção que lançou Camilo Santana (PT) candidato ao governo do Ceará, o cartaz na entrada trazia na mesma foto os adversários Lula e Ciro Gomes (PDT).


Faça o que digo, mas…
O Podemos, do presidenciável Alvaro Dias, que defende “refundar a República” e se diz “contra tudo que está aí”, indicou o suplente do senador Renan Calheiros em Alagoas. O empresário Rafael Tenório formará a chapa com o emedebista.

Pacotão. A PGR pediu a Edson Fachin cópia de processos que colaboradores da J&F respondem na 1ª instância. Vai incluir o conteúdo na ação em que o STF decidirá se homologa ou não a rescisão do acordos.

PRONTO, FALEI!

Deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP). Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

“Se não fosse uma aliança mais ampla, teríamos um governo se arrastando”, DO DEPUTADO FEDERAL JOÃO PAULO PAPA (PSDB-SP), defendendo a composição do presidenciável Geraldo Alckmin com o Centrão.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E JULIANA BRAGA. COLABORARAM BRENO PIRES, RENAN TRUFFI E FABIO SERAPIÃO

Coluna do Estadão:
Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao