Missão deve estreitar relação entre Temer e Bolsonaro

Missão deve estreitar relação entre Temer e Bolsonaro

Coluna do Estadão

11 de agosto de 2020 | 05h00

Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro, em evento em 2018, no Rio de Janeiro Foto: WILTON JUNIOR/ESTADAO

A escolha de Michel Temer para chefiar a missão brasileira no Líbano deve estreitar um pouco mais a relação entre o ex-presidente e o atual, Jair Bolsonaro. É o que acredita o entorno de ambos. Temer já vinha aconselhando Bolsonaro em questões como o meio ambiente, por exemplo. Agora, ao menos entre a turma moderada do governo, espera-se que o Planalto também passe a ouvi-lo sobre política externa e relações com o Congresso. Apesar de Marcelo Bretas ter negado anteriormente pedidos de Michel Temer para viajar ao exterior, desta vez o entorno do ex-presidente estava otimista de que o juiz federal do Rio autorizaria, como acabou ocorrendo, a participação dele como líder da missão. Afinal, trata-se de questão de Estado, humanitária. Havia também interesse pessoal de Bretas: de olho em uma vaga no STF, não seria interessante para o juiz constranger Jair Bolsonaro. Temer conseguiu com empresários da Fiesp fechar um avião com toneladas de doações de medicamentos e alimentos.

Matemática. Somadas a ajuda obtida por Temer e as do governo Bolsonaro, que convidou o ex-presidente para chefiar a missão, o objetivo é tornar o Brasil o maior doador mundial para a recuperação do Líbano.

Em compasso… Dois meses após a aprovação da lei Aldir Blanc, que destina R$ 3 bilhões para o setor cultural, Estados e municípios ainda não conseguiram distribuir os recursos por falta de regulamentação federal.

…de espera. Um decreto havia sido prometido para ontem, mas não foi publicado. Segundo a Coluna apurou, o documento já está no Planalto e depende de análise jurídica e da assinatura de Bolsonaro.

Tic, tac. Para o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Gestores de Cultura das Capitais e Municípios Associados, Ney Carrasco, cada dia que se passa sem a regulamentação é mais um dia de atraso no socorro ao setor, que foi um dos primeiros a sentir os efeitos da pandemia e deve ser o último a voltar.

Opa. Ele, no entanto, ressalta que o diálogo com a Secretaria de Cultura foi “colaborativo”, mas destaca que houve um descompasso na implementação da lei.

Muro… Já há uma PEC na Câmara que implementa o “muro” entre o governo e as Forças Armadas, conforme defendido por Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista ao Estadão.

…para já. De autoria de Perpétua Almeida (PCdoB-AC), o texto está na fase de coleta de assinaturas. “Não tem por que esperar o próximo mandato. Forças Armadas são do Estado, não do governo”, diz Perpétua.

SINAIS PARTICULARES.
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Ilustração: Kleber Sales

Muita… William Dib, ex-presidente da Anvisa, alerta para as altas expectativas depositadas na corrida em busca das vacinas contra o coronavírus. “Uma coisa é torcer, outra é ter, de fato, a solução na mão.”

…calma. A consequência de apressar a ciência pode ser uma vacina inócua, afirma Dib. Por isso, a importância de serem mantidas as medidas preventivas.

Tome tento. “Todo mundo foi pra rua porque se diz que vai ter vacina. Já pensou quando tiver?”, disse à Coluna. Dib aposta suas fichas na vacina de Oxford, que tem parceria com o governo federal. Sobre a cloroquina, ele é claro: “Tem efeitos colaterais nocivos”.

CLICK. Nasceu ontem, em Brasília, Theodora, filha da primeira senadora a engravidar no exercício do mandato, Mailza Gomes (AC). A bebê é a caçula de três irmãos.

Coluna do Estadão

Reforço… Após o anúncio da nota de R$ 200 (a do lobo-guará), a Casa da Moeda abriu pregão para contratar mão de obra temporária. A licitação está marcada para o dia 20 deste mês.

…de caixa. Entre as justificativas, estão o restabelecimento dos níveis de produtividade, atingidos pela pandemia, e a necessidade de injeção de “vultosos” recursos na economia.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Mario Bonsaglia, subprocurador-geral da República: “Hoje tomei posse no Conselho Superior do MPF, junto com outros colegas, para mandato de 2 anos. Maior desafio, posto no dia a dia do MPF, é a defesa dos princípios constitucionais que regem o Ministério Público, especialmente a independência funcional e o Procurador natural. O MP não é instituição hierarquizada e que atua monoliticamente.”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU VINÍCIUS VALFRÉ.

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