TCU quer saber se PP usou fundo de saúde para atrair deputados

TCU quer saber se PP usou fundo de saúde para atrair deputados

Coluna do Estadão

19 de maio de 2018 | 05h30

 

O Plenário do Tribunal de Contas da União aprovou, sem alarde, auditoria extraordinária no Fundo Nacional de Saúde. A suspeita é de que o PP, que comanda o Ministério da Saúde, direcionou verba para atrair deputados na janela partidária. Levantamento preliminar da Corte indica que 71% dos recursos de emendas de relatoria foram distribuídas para seis Estados. Entre eles, Alagoas, base do líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira, e o Piauí, do presidente da sigla, Ciro Nogueira. Os dois Estados só não receberam mais do que SP e MG.

Escancarado. Na justificativa para abertura da investigação, o TCU aponta “enorme discrepância entre os valores distribuídos para cada um dos Estados, o que coincide com portaria do Ministério da Saúde que simplificou as normas de repasse do FNS, o que dificulta o controle”.

Porteira. A portaria foi assinada pelo ex-ministro Ricardo Barros. Ele deixou a pasta em abril para disputar a reeleição de deputado federal pelo PP do Paraná. No lugar, assumiu Gilberto Occhi, também do PP.

Tempo. A investigação será tocada pela Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU, “com a urgência que o caso requer”. Procurado, o Ministério da Saúde informou que os recursos foram “incluídos no orçamento pelo relator para apoiar os municípios na melhoria de serviços na Atenção Básica e Média e Alta Complexidade.” E que a resolução “não altera o orçamento ou aplica recursos adicionais para estados e municípios”.

Boca de siri. O PSDB incluiu no contrato do marqueteiro Lula Guimarães, que vai cuidar da pré-campanha do presidenciável Geraldo Alckmin, cláusula de confidencialidade.

Tudo igual. Não é só o PSDB quem esconde o valor do contrato do marqueteiro. As campanhas de Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) dizem que ainda estão negociando com Chico Mendez e Manoel Canabarro, respectivamente. Este último teria pedido R$ 21 milhões.

Aliás… A contratação de Lula Guimarães para a pré-campanha de Alckmin quase azedou. Recentemente, o tucano deixou uma reunião de forma abrupta ao ser confrontado com valores.

Pensando bem. O contrato saiu após pesquisa mostrar que Alckmin despencou e João Doria voltar a ser cotado para o Planalto.

Quem sabe? O presidenciável Alvaro Dias chama de Centro Democrático Progressista a aliança entre DEM, PRB, SD e PP, que busca atrair o seu partido, o Podemos. Dias não descarta que as conversas possam convergir para candidatura única.

SINAIS PARTICULARES: Alvaro Dias, senador e presidenciável do Podemos; por Kleber Sales

Laços de família. O presidente Michel Temer nomeou o advogado Erick Biill Vidigal para substituir Marcelo Figueiredo na Comissão de Ética Pública. Vidigal é filho do ex-ministro do STJ Edson Vidigal.

Histórico. Ele vai atuar na comissão analisando a conduta de ministros deste e do próximo governo. O mandato vai até 2020. Em 2016, quando vieram à tona as contas de Eduardo Cunha, Erick publicou artigo dizendo que “usufruir de paraísos fiscais não é crime”. Atualmente, ele ocupa cargo na Casa Civil.

CLICK. O TSE nomeou a bacharel em Direito Mônica Hesketh para o Centro Cultural da Justiça Eleitoral, no Rio. Ela se declara especialista em Direito da moda.

FOTO: FACEBOOK

Com a palavra. A Corte Eleitoral alega que Mônica foi nomeada a partir de experiência como assessora jurídica no gabinete do ministro Admar Gonzaga, apoiando na redação de pareceres em processos e expedientes diversos.

PRONTO, FALEI! 

FOTO: ESTADÃO

“Demos liminares para proibir a nomeação de ministro e a concessão de indulto, além de permitir o auxílio-moradia. Quem sabe se não seria o caso de conceder nova liminar para proibir a subida do dólar?”

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE

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