Tasso prometeu não surpreender Temer

Coluna do Estadão

08 de julho de 2017 | 05h30

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Assim que foi eleito presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati se reuniu com Michel Temer no Planalto. O encontro foi testemunhado por ministros. Tasso prometeu informar o presidente com antecedência sobre qualquer decisão que viesse a tomar relacionada à crise política. Na última quinta, o tucano rompeu com o governo pelos jornais descumprindo a promessa e implodindo seu partido. “Um pronunciamento dessa gravidade deveria ter sido tratado com o PSDB e com o presidente”, diz o ministro tucano Antonio Imbassahy.

Duas caras. Pegos de surpresa, tucanos acusam Tasso de deslealdade com Temer e de se deixar usar pelo DEM para “fazer o serviço sujo” de lançar Rodrigo Maia candidato a uma vaga que está ocupada.

Contabilidade. O Planalto passou o dia tentando reverter o estrago causado pela defesa do desembarque feita por Tasso Jereissati. Pediu e recebeu (menos) apoio público (do que queria) de aliados tucanos, mas avaliou que o prejuízo foi grande.

Caindo no colo. Na Argentina, Rodrigo Maia também ficou surpreso com o movimento dos tucanos. Mas vai seguir jogando parado. Dentro do governo, a avaliação é de que Maia tomou gosto pela ideia de ser presidente.

No palitinho. Os deputados que viajaram com Maia para a Argentina já brincam de escolher o ministério que vão assumir.

Eu garanto. Em conversa com investidores em São Paulo, o líder do governo no Senado, Romero Jucá, afirmou que a reforma trabalhista será aprovada na terça com 49 votos.

Ficou maior. Apesar disso, aliados reconhecem que a proposta só passará porque a reforma deixou de ser uma “causa governista” e virou agenda da recuperação econômica.

CLICK.  Em meio à crise política, a Secretaria de Aviação Civil faz campanha para que não se chute o encosto das poltronas de aeronaves.

Cochilou. A comitiva que acompanhou Temer no G-20 diz ter percebido que o cansaço presidencial é comum a todos. Juram ter flagrado Donald Trump cochilando na apresentação da Orquestra Sinfônica.

Cheguei. Temer também cansou. Antecipou a volta ao Brasil para hoje.

Papo reto. Relator da denúncia contra Temer, Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) redige um parecer “curto” e “sucinto” para apresentar na segunda na CCJ da Câmara.

Me errem. Aos que dizem que Zveiter fará um relatório contra Temer para colocar seu amigo Rodrigo Maia na Presidência, Maia responde que foi o PMDB quem indicou o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco, que escolheu o relator.

Eu, hein. Sobre Zveiter ir a jantares em sua casa, Maia diz que não pode bater a porta na cara dele.

Deixa isso pra lá… Em conversa com o vice-ministro da Agricultura do Japão, Kenichi Hosada, Blairo Maggi tentou amenizar a crise política para conseguir novos acordos comerciais.

…vem pra cá. Blairo disse que, “aconteça o que for, nosso país está aqui e estará amanhã. O Brasil espera resolver os problemas políticos e seguir em frente”.

Lá e cá. O PP, partido do ministro da Agricultura, está dividido entre Michel Temer e Rodrigo Maia.

SINAIS PARTICULARES – BLAIRO MAGGI
ILUSTRAÇÃO – KLÉBER SALLES

PRONTO, FALEI!

“Será que o PSDB virou um partidinho que decreta o fim do governo para entrar rapidinho em outro? Eu não acredito”, JOSÉ ANÍBAL (PSDB-SP), presidente do Instituto Teotônio Vilela, sobre o desembarque do governo defendido por líderes tucanos.

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