Suspensão de posse é  ‘risco à governabilidade’, diz Marun

Suspensão de posse é ‘risco à governabilidade’, diz Marun

Luiza Pollo

23 Janeiro 2018 | 05h30

Foto: André Dusek/Estadão

A decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, de suspender a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho provocou uma crise no governo mais grave do que a situação aparenta. O ministro da articulação política, Carlos Marun, apelou para o que ele chama de “volta do bom senso aos juízes”. Marun admite que “há risco à governabilidade” se o Judiciário mantiver o impedimento de posse da parlamentar, nomeada há 20 dias para o cargo pelo presidente Michel Temer.

Pintado pra guerra. Marun afirma que o governo “não pode aceitar que um juiz de primeira instância impeça a posse de um ministro de Estado”. A decisão agora está no Supremo. Dois ministros da Corte apostam que o plenário será favorável a Cristiane.

É recado. Interlocutores de Temer avaliam que o Judiciário agiu em protesto à reforma da Previdência ao impedir a posse de Cristiane Brasil e se aproveitou da baixa popularidade do governo para isso.

Sinais Particulares: Cristiane Brasil,  nomeada para Ministério do Trabalho; por Kleber Sales

De perto. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitora a movimentação de grupos que irão acompanhar, em Porto Alegre, o julgamento do ex-presidente Lula. Os últimos relatórios indicaram mobilização dentro do previsto.

Pindaíba. A baixa arrecadação de fundos do Diretório Nacional petista fez minguar muitas caravanas que sairiam de São Paulo. Militantes vão se somar ao ato na Praça da República (SP).

Explique-se. O procurador Ivan Claudio Marx abriu inquérito civil para apurar se a ministra Ana Arraes, do TCU, agiu com “isonomia e imparcialidade” ao arquivar denúncia acerca de irregularidades em contratação de auditoria atuarial pelos Correios.

Com a palavra. A assessoria da ministra informou que ela seguiu recomendação da área técnica e que a denúncia era inconsistente.

Elle de novo. A candidatura de Fernando Collor ao Planalto ressuscita um antigo personagem da política, o presidente do PTC, Daniel Tourinho. Ele comandava o PRN, legenda pela qual Collor se elegeu presidente.

E os outros? Deputados que participam do grupo de WhatsApp da bancada do MDB cobram da direção da legenda que ministros de outras siglas também façam campanha pela aprovação da reforma da Previdência.

Sozinho. Os emedebistas reclamam que hoje só o ministro do partido Carlos Marun (Segov) defende com entusiasmo as mudanças nas regras do INSS.

Cara velha. Um mês após o MDB decidir pela mudança de nome, o TSE ainda não recebeu pedido do partido para tirar o P da sigla. A legenda alega que a corte eleitoral está em recesso.

CLICK. Às véspera do julgamento do ex-presidente Lula em Porto Alegre, amanhã, paradas de ônibus em Brasília amanheceram com cartazes de “Lula é inocente”.

NAIRA TRINDADE/ESTADÃO

 

Vale tudo. Candidato ao governo do Maranhão, o tucano Roberto Rocha criou polêmica nas redes sociais ao defender Lula. “O ex-presidente, mais que candidato, é símbolo de corrente política. Sua presença na campanha de 2018 é exigência democrática”.

De grão em grão. Ciro Gomes almoça hoje com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, no Palácio Campo das Princesas. O presidenciável tenta atrair o apoio do PSB.

PRONTO, FALEI!

“Não apareceu nenhum jurista de renome para defender a condenação do Moro. A sentença não para em pé e a expectativa é que haja um pedido de vista”, DE GILBERTO CARVALHO, CHEFE DE GABINETE DA PRESIDÊNCIA DO PT.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA. COLABOROU IGOR GADELHA

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