Suspeita de irregularidade ameaça repasse bilionário da Petrobras para proteção ambiental

Camila Turtelli e Matheus Lara

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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Foto: Jonathan Campos/AEN

A suspeita de uso irregular de recursos da Petrobras que deveriam ser usados para proteção ambiental no Paraná ameaça impedir o repasse de mais de R$ 1,3 bilhão da empresa para o Estado. O Ministério Público estadual (MP-PR) pediu a suspensão do repasse. A promotoria acusa a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD) de usar parte do valor para outros fins, como construção de estradas rurais e compra de caminhões de lixo. Em outubro, a estatal firmou um acordo e se comprometeu a fazer o pagamento bilionário como indenização por danos ambientais, depois do derramamento de 4 milhões de litros de petróleo no Rio Iguaçu em 2000. A Petrobras tem cumprido sua parte no acordo. Procurado pela Coluna, o governo do Paraná informou que se manifestará na Justiça.

RUÍDO. A situação envolvendo proteção ambiental repercutiu no empresariado. “O governo tem a oportunidade única de mudar o rumo da proteção da natureza no Estado e deve fazer isso aplicando os recursos corretamente”, afirmou Roberto Klabin, da empresa de papel e celulose Klabin.

TÁ ERRADO. Além da aplicação irregular dos recursos, o MP acusa o governo estadual de ter deixado representantes da sociedade civil de fora do Conselho de Recuperação dos Bens Ambientais Lesados (CRBAL), que aprova a destinação dos recursos.

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ESTAMOS AQUI. Organizações foram convidadas pelo MP para debater o caso. “Um recurso assim não se vê todos os dias. A aplicação não pode ser feita com o Estado propondo e aprovando os próprios projetos”, disse Angela Kuczach da Rede Pró Unidades de Conservação (Rede Pró-UC).

QUEM FOI? Bolsonaristas querem uma investigação formal para que seja identificado o responsável por uma “curtida” do perfil oficial da Câmara dos Deputados no Twitter em uma publicação irônica sobre a morte de Olavo de Carvalho. Filipe Barros (PSL-PR) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediram a abertura de um processo administrativo sobre o caso.

CAÇA. “A Câmara em hipótese alguma pode apoiar ou comemorar a morte de qualquer cidadão, independentemente de seu posicionamento político ou cenário congênere”, argumentou Barros no pedido. A Câmara alegou ter havido erro e pediu desculpas pela curtida.

CLICK. Leila Barros (Cidadania-DF), senadora

Parlamentar comemorou a terceira dose da vacina contra covid-19 ao lado do marido Emanuel: “A vacina salva vidas. Viva o SUS e a ciência”.

INÉDITO. Pela primeira vez em 52 anos a Associação Brasil de Desenvolvimento (ABDE), que agrega 31 bancos, agências e cooperativas de crédito, será presidida por uma mulher. Jeanette Lontra, na presidência do Badesul desde 2018, assumiu o posto na terça, 25.

TERCEIRA VIA. Aliados da pré-candidata ao Planalto Simone Tebet (MDB) viram em declarações recentes do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati um incentivo para o MDB estruturar e dar corpo à campanha dela com mais agilidade.

PENSANDO BEM… Apoiador de Eduardo Leite, que foi derrotado por João Doria nas prévias tucanas, Tasso tem dito que vê Tebet, e não o governador paulista, como nome mais competitivo da terceira via.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Tasso Jereissati, senador (PSDB-CE)

PAPELÃO. Ex-vice-prefeito de Ananindeua (PA) e derrotado na eleição para prefeito em 2020, Carlito Begot (PSD) foi filmado matando a enxadadas um peixe da espécie pirarucu, ameaçado de extinção, dentro de um condomínio de luxo em sua cidade.

PAPELÃO 2. O vídeo mostra o político aos risos ferindo o animal pescado numa área de “Pesque e Solte” dentro do residencial Lago Azul, onde também mora o governador do Estado, Helder Barbalho (MDB). O caso foi levado à Polícia Civil pelo condomínio.

QUE FASE. De Danicley Aguiar, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace: “Lamentamos que nossa fauna e flora sigam sendo tratados como meros recursos a serem explorados e dilapidados”. Carlito Begot não respondeu aos questionamentos da Coluna.

PERA LÁ. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) rebateu falas do ministro Bruno Dantas, que em entrevista ao Estadão questionou gastos com fiscais de bagagens de voos internacionais. “Caso fosse adotada essa posição de desprezo pelo trabalho da aduana, haveria um aumento exponencial na entrada de produtos importados de forma ilegal no país, prejudicando gravemente toda a economia brasileira.”

PRONTO, FALEI! Rodrigo Agostinho (PSB-SP), deputado federal

“Inimigo do meio ambiente, o governo de Jair Bolsonaro cortou novamente o Orçamento para a proteção ambiental. Alguém acreditou que seria diferente?”

ALBERTO BOMBIG ESTÁ DE FÉRIAS E RETORNA À ‘COLUNA DO ESTADÃO’ NO DIA 16 DE FEVEREIRO

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Foto: Jonathan Campos/AEN

A suspeita de uso irregular de recursos da Petrobras que deveriam ser usados para proteção ambiental no Paraná ameaça impedir o repasse de mais de R$ 1,3 bilhão da empresa para o Estado. O Ministério Público estadual (MP-PR) pediu a suspensão do repasse. A promotoria acusa a gestão do governador Ratinho Jr. (PSD) de usar parte do valor para outros fins, como construção de estradas rurais e compra de caminhões de lixo. Em outubro, a estatal firmou um acordo e se comprometeu a fazer o pagamento bilionário como indenização por danos ambientais, depois do derramamento de 4 milhões de litros de petróleo no Rio Iguaçu em 2000. A Petrobras tem cumprido sua parte no acordo. Procurado pela Coluna, o governo do Paraná informou que se manifestará na Justiça.

RUÍDO. A situação envolvendo proteção ambiental repercutiu no empresariado. “O governo tem a oportunidade única de mudar o rumo da proteção da natureza no Estado e deve fazer isso aplicando os recursos corretamente”, afirmou Roberto Klabin, da empresa de papel e celulose Klabin.

TÁ ERRADO. Além da aplicação irregular dos recursos, o MP acusa o governo estadual de ter deixado representantes da sociedade civil de fora do Conselho de Recuperação dos Bens Ambientais Lesados (CRBAL), que aprova a destinação dos recursos.

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QUEM FOI? Bolsonaristas querem uma investigação formal para que seja identificado o responsável por uma “curtida” do perfil oficial da Câmara dos Deputados no Twitter em uma publicação irônica sobre a morte de Olavo de Carvalho. Filipe Barros (PSL-PR) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediram a abertura de um processo administrativo sobre o caso.

CAÇA. “A Câmara em hipótese alguma pode apoiar ou comemorar a morte de qualquer cidadão, independentemente de seu posicionamento político ou cenário congênere”, argumentou Barros no pedido. A Câmara alegou ter havido erro e pediu desculpas pela curtida.

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Parlamentar comemorou a terceira dose da vacina contra covid-19 ao lado do marido Emanuel: “A vacina salva vidas. Viva o SUS e a ciência”.

INÉDITO. Pela primeira vez em 52 anos a Associação Brasil de Desenvolvimento (ABDE), que agrega 31 bancos, agências e cooperativas de crédito, será presidida por uma mulher. Jeanette Lontra, na presidência do Badesul desde 2018, assumiu o posto na terça, 25.

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PENSANDO BEM… Apoiador de Eduardo Leite, que foi derrotado por João Doria nas prévias tucanas, Tasso tem dito que vê Tebet, e não o governador paulista, como nome mais competitivo da terceira via.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Tasso Jereissati, senador (PSDB-CE)

PAPELÃO. Ex-vice-prefeito de Ananindeua (PA) e derrotado na eleição para prefeito em 2020, Carlito Begot (PSD) foi filmado matando a enxadadas um peixe da espécie pirarucu, ameaçado de extinção, dentro de um condomínio de luxo em sua cidade.

PAPELÃO 2. O vídeo mostra o político aos risos ferindo o animal pescado numa área de “Pesque e Solte” dentro do residencial Lago Azul, onde também mora o governador do Estado, Helder Barbalho (MDB). O caso foi levado à Polícia Civil pelo condomínio.

QUE FASE. De Danicley Aguiar, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace: “Lamentamos que nossa fauna e flora sigam sendo tratados como meros recursos a serem explorados e dilapidados”. Carlito Begot não respondeu aos questionamentos da Coluna.

PERA LÁ. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) rebateu falas do ministro Bruno Dantas, que em entrevista ao Estadão questionou gastos com fiscais de bagagens de voos internacionais. “Caso fosse adotada essa posição de desprezo pelo trabalho da aduana, haveria um aumento exponencial na entrada de produtos importados de forma ilegal no país, prejudicando gravemente toda a economia brasileira.”

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