Supremo pode conceder prisão domiciliar para Lula

Supremo pode conceder prisão domiciliar para Lula

Coluna do Estadão

22 Junho 2018 | 05h30

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) não descartam a hipótese de uma “solução meio-termo” no julgamento que vai analisar uma nova tentativa do ex-presidente Lula de ser solto. Se as chances de ele ser libertado pela Segunda Turma na próxima terça-feira, 26, são consideradas quase nulas na Corte, a de o petista ir para prisão domiciliar tem adeptos. Condenado a 12 anos e 1 mês pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, Lula cumpre pena na superintendência da Polícia Federal em Curitiba há dois meses.

Abacaxi. Em abril, a PF pediu a transferência de Lula para outro local. Justificou que a custódia tem gerado gastos altos e transtornos para a rotina da superintendência. Como até agora a Justiça não se manifestou, na instituição é grande a expectativa com relação à decisão do Supremo.

Espere por nós. Logo após o jantar de Ciro Gomes (PDT) com líderes de PP, DEM, PRB, PR e Solidariedade, nesta semana, emissários do PT deflagraram um movimento para convencer integrantes do centro a não fechar aliança com o pedetista.

Subiu. Apesar do movimento do PT em direção a Ciro, o nome do ex-governador Jaques Wagner voltou ao topo da lista de cotados para ser o candidato do partido ao Planalto em substituição a Lula. O vice seria Josué Gomes, do PR.

Esforço concentrado. O PSDB fará um ato para comemorar seus 30 anos na próxima terça, em Brasília, e aproveitar para incensar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin após a prisão do seu ex-secretário de Transportes Laurence Casagrande pela Operação Pedra no Caminho.

Carimbo. O governador de Rondônia, Confúcio Moura, cunhou o apelido de “solução pro dólar” para o presidenciável do MDB, Henrique Meirelles. “Ele vai subir um pouquinho na pesquisa e o dólar vai cair e estabilizar”, explica.

Apertem os cintos. O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, vai se reunir na semana que vem com o juiz Marcelo Bretas. Ele já se encontrou com Sérgio Moro. O assunto é um só: Operação Lava Jato.

SINAIS PARTICULARES: Marcelo Bretas, juiz responsável pela Lava Jato no Rio; por Kleber Sales

Baixou. O ministro Herman Benjamin, do STJ, enviou para a primeira instância todos os processos contra o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que estavam sob sua relatoria. O petista é investigado na Operação Acrônimo. Em um deles já virou réu.

Larga d’eu. O ministro só tomou a decisão depois de a Corte definir o critério para todos os casos. A defesa de Pimentel fez plantão no gabinete dele ontem até o despacho ser assinado.

CLICK. O Ministério do Turismo recebeu críticas de internautas por errar o nome da cidade natal do jogador Diego Costa, que nasceu em Lagarto (SE) e não em Lagartos.

FOTO: Reprodução Twitter

Prévia. Pelo menos duas delações fechadas pela PF foram homologadas pelo Supremo ao longo dos últimos meses, antes mesmo da conclusão do julgamento que confirmou a legitimidade da polícia para acertar as colaborações premiadas. Nos dois casos, a PGR se posicionou contra.

Sai daí. O MPF no Amapá quer que sejam sustados imediatamente os efeitos da posse de Euricélia Cardoso (PP) como deputada federal suplente. Condenada à perda dos direitos políticos até 2025, ela assumiu o cargo na última terça.

PRONTO, FALEI! 

Simone Tebet, líder do MDB no Senado FOTO: Estadão

“O cidadão precisa ter a consciência de que a sua maior arma é o voto. A participação do eleitor é fator decisivo para solucionar a crise política do País”, DA LÍDER DO MDB NO SENADO, SIMONE TEBET. 

COM NAIRA TRINDADE. COLABORARAM RAFAEL MORAES MOURA E VERA ROSA

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